O pai da bebê de 10 meses que morreu em Fortaleza relatou o desespero vivido desde que recebeu a notícia da morte da filha enquanto trabalhava em Canindé, no interior do Ceará. Segundo ele, a ex-companheira informou apenas o falecimento da criança, e a suspeita de violência sexual só foi descoberta depois, por meio de um amigo e das notícias divulgadas pela imprensa.
Uma bebê de apenas 10 meses morreu na manhã da última segunda-feira (13), em Fortaleza (CE), em um caso que está sendo investigado pela Polícia Civil. A principal suspeita é de que a criança tenha sido vítima de violência sexual antes de morrer, hipótese que ainda depende da conclusão dos exames periciais.

Bebê Helena (Foto: Reprodução)
De acordo com informações confirmadas pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca), dois homens suspeitos, de 22 e 26 anos, foram presos no decorrer das investigações e permanecem à disposição da Justiça.
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Pai recebeu a notícia durante viagem de trabalho
O pai da bebê, um trabalhador autônomo de 35 anos, contou que estava em Canindé, no interior do Ceará, a serviço quando recebeu a notícia da morte da filha, de apenas 10 meses. Ele também é pai de um menino de 2 anos e meio e havia encerrado o relacionamento com a mãe das crianças cerca de dois meses antes, após cinco anos juntos.
Segundo o relato, a primeira informação chegou por meio da ex-companheira, que comunicou apenas o falecimento da menina, sem explicar as circunstâncias do caso. Somente mais tarde, ao ser procurado por um amigo, ele tomou conhecimento da suspeita de violência sexual envolvendo a filha.
Em entrevista ao Diário do Nordeste, o homem afirmou que foi orientado pelo amigo a ligar a televisão para entender o que realmente havia acontecido. A partir desse momento, passou a acompanhar as informações divulgadas sobre o caso.
Pai da criança questiona
Ao tomar conhecimento da versão apresentada pela mãe da criança, que foi ouvida pela polícia na condição de testemunha, o pai afirmou ter ficado inconformado com as circunstâncias do caso.
Segundo ele, a primeira reação foi questionar: “Como assim? A menina morreu do jeito que morreu e ninguém viu nada?”.
Em entrevista, o homem também relatou o profundo sofrimento causado pela perda da filha. Emocionado, disse que a bebê foi levada para um apartamento onde, segundo as informações que recebeu, havia uma confraternização com consumo de bebidas alcoólicas.
“Quando cheguei na delegacia a família dela me disse que não queria me contar ainda, porque estavam esperando sair o laudo. A Polícia levou eles lá pra dentro, eles já estavam presos”
O pai afirmou ainda que enfrenta uma dor difícil de descrever desde que soube do que aconteceu com a menina.
“A minha filha foi levada para dentro de um apartamento, para um ambiente de bebedeira. Eu tenho uma dor de revolta, me dói cada vez mais, eu tô arruinado, tem hora que não dá vontade de viver. É uma dor que eu não sei explicar”, diz o pai da bebê.
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