A Polícia Militar de São Paulo informou que não divulgará, neste momento, novas atualizações sobre o estado de saúde do primeiro-tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos. A decisão foi tomada após um pedido da família do policial.
A Polícia Militar de São Paulo informou na última quinta-feira (16) que não divulgará, neste momento, novas atualizações sobre o estado de saúde do primeiro-tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado em um atentado no fim de junho, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Segundo a corporação, a decisão foi tomada a pedido da família do policial. Em nota, a PM afirmou que continuará prestando todo o apoio necessário ao tenente e aos seus familiares.
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“A Polícia Militar segue prestando o apoio necessário ao policial e aos seus familiares. Agradecemos a compreensão e o respeito à privacidade da família”, informou a corporação.
Último boletim apontava quadro grave, porém estável
A última atualização oficial sobre o estado de saúde de Ronickson foi divulgada no último domingo (12).
Na ocasião, a PM informou que o policial permanecia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, em estado grave, porém estável, respondendo aos cuidados intensivos.
O boletim também informava que o tenente evoluía sem complicações após passar por uma traqueostomia, permanecendo sob ventilação mecânica e sedação.
Ainda segundo a corporação, estava prevista para esta sexta-feira (17) a realização de um ultrassom transcraniano, exame utilizado para avaliar o fluxo sanguíneo cerebral e auxiliar no planejamento da redução gradual da sedação.
Atentado foi planejado, aponta investigação
Ronickson Pimentel foi baleado no dia 27 de junho, poucos minutos após deixar uma academia em São Caetano do Sul.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximaram do policial e efetuaram diversos disparos quando ele parou em um semáforo da Avenida Goiás.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações indicam que o atentado foi cuidadosamente planejado e que criminosos monitoraram a rotina do oficial por aproximadamente 100 dias antes da execução do ataque.
Três presos e um foragido na Lista Vermelha da Interpol
Até o momento, três suspeitos foram presos por envolvimento no atentado.
A polícia continua procurando Hércules da Costa Siqueira, conhecido pelos apelidos de “Golias” ou “Peruca”, apontado como o autor dos disparos.
O suspeito integra a Lista Vermelha da Interpol, e o Governo de São Paulo oferece R$ 50 mil de recompensa por informações que levem à sua captura.
Sete suspeitos morreram em operações da Rota
Desde o atentado, sete suspeitos morreram em operações realizadas pela Rota.
Entre eles está Marcelo de Jesus Dias, conhecido como “Nego Zum”, apontado pelas autoridades como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e suspeito de pilotar a motocicleta utilizada no ataque contra o tenente.
Irmão de Eloá Cristina
Ronickson Pimentel dos Santos é irmão de Eloá Cristina Pimentel, adolescente de 15 anos que foi mantida em cárcere privado e assassinada pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em 2008, em Santo André.
O policial ingressou na Polícia Militar em 2009, após atuar como fuzileiro naval na Marinha entre 2006 e 2009. Tornou-se oficial em 2015, após concluir a formação na Academia do Barro Branco, e integra a Rota desde 2019.
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