Polícia afirma que corpo de mulher foi mantido em geladeira de pousada antes de ser espalhado por diferentes pontos de Porto Alegre; suspeito está preso preventivamente.
Corpo armazenado em geladeira
De acordo com a investigação, o corpo da vítima foi colocado em uma geladeira localizada no quarto dela. No interrogatório, o suspeito negou ter cometido o assassinato, mas admitiu ter feito o descarte dos restos mortais.
A Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias (IGP) repassaram, nesta terça-feira (16), novos detalhes sobre a investigação do chamado “crime da mala”, ocorrido em Porto Alegre. Segundo o delegado do caso, o corpo de Brasília Costa (65), foi mantido em uma geladeira dentro da pousada onde a vítima estava hospedada com o namorado, Ricardo Jardim (66), preso preventivamente desde o início do mês.
Corpo armazenado em geladeira
De acordo com a investigação, o corpo da vítima foi colocado em uma geladeira localizada no quarto dela. No interrogatório, o suspeito negou ter cometido o assassinato, mas admitiu ter feito o descarte dos restos mortais.
O diretor-geral do IGP, Paulo da Cruz Barragan, explicou que Brasília já estava morta quando foi esquartejada, mas ainda não é possível determinar a causa exata do óbito. A localização do crânio é considerada fundamental para a conclusão dos laudos. Equipes concentram buscas em depósitos de lixo e aterros sanitários da capital, já que o suspeito disse ter deixado essa parte do corpo em um contêiner próximo à Usina do Gasômetro.
Compras de materiais e uso da mala
As investigações apontam que Ricardo Jardim planejou o crime com antecedência. Entre os dias 8 e 14 de agosto, ele teria comprado uma serra, luvas, lonas, sacos plásticos e fitas adesivas, todos pagos em dinheiro. No dia 14, adquiriu uma mala nova, utilizada para transportar parte do corpo. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o homem deixou a mala no setor de guarda-volumes da Estação Rodoviária de Porto Alegre.
Histórico criminal do suspeito
Em 2018, Ricardo Jardim foi condenado a 28 anos de prisão pelo assassinato da própria mãe, cujo corpo foi concretado. Em janeiro de 2024, obteve progressão ao regime semiaberto, mas não chegou a utilizar tornozeleira eletrônica por falta de equipamento. Desde abril daquele ano, era considerado foragido até ser preso novamente em 2025.
Partes do corpo localizadas
O tronco da vítima foi encontrado dentro da mala na rodoviária. Outros restos mortais foram descobertos em sacolas de lixo na Zona Leste. As pernas foram encontradas em dois pontos distintos da Zona Sul de Porto Alegre. As buscas seguem concentradas na tentativa de localizar o crânio, considerado peça-chave para esclarecer a causa da morte.
