Um tenente-coronel da PM foi preso em São José dos Campos suspeito de matar a esposa, a policial Gisele Alves Santana. Novos laudos indicam que a vítima não se suicidou, contrariando a versão inicial. O caso agora é investigado como feminicídio.

Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução/Instagram
Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução/Instagram

O tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, foi preso nesta quarta-feira (18) em São José dos Campos, no interior de São Paulo, suspeito de envolvimento na morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana.

A prisão ocorreu por volta das 8h12, quando um comboio com agentes da Polícia Civil e da corregedoria da PM foi até o apartamento do investigado, localizado no bairro Jardim Paulista. O policial foi encontrado no imóvel e detido.

O oficial havia sido indiciado por feminicídio e fraude processual. O pedido de prisão foi feito na terça-feira (17), com aval do Ministério Público de São Paulo, e aceito pela Justiça Militar na manhã desta quarta.

Polícia chega ao apartamento de tenente-coronel para cumprir mandado de prisão por morte de PM Gisele — Foto: Andressa Lorenzetti/TV Vanguarda

Polícia chega ao apartamento de tenente-coronel para cumprir mandado de prisão por morte de PM Gisele — Foto: Andressa Lorenzetti/TV Vanguarda

Novos laudos mudaram investigação

A decisão ocorreu após a inclusão de novos laudos da Polícia Técnico-Científica no processo. Os documentos indicam inconsistências com a hipótese inicial de suicídio.

Entre os pontos considerados decisivos estão a trajetória da bala que atingiu a cabeça da vítima e a profundidade dos ferimentos. Com base nesses elementos, o delegado responsável concluiu que Gisele não teria tirado a própria vida.

Os exames também apontaram que a policial não estava grávida e não havia ingerido álcool ou drogas. No entanto, foram identificadas manchas de sangue em diferentes cômodos do apartamento, o que reforça a suspeita de crime.

Caso segue sob investigação

Apesar dos avanços, a investigação ainda não foi concluída. A polícia aguarda resultados complementares do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC), que devem ajudar a esclarecer a dinâmica do disparo ocorrido há cerca de um mês.

O crime aconteceu no dia 18 de fevereiro. O corpo de Gisele foi exumado, e o laudo necroscópico apontou lesões no rosto e no pescoço da vítima.

Inicialmente registrado como suicídio, o caso passou a ser tratado como possível feminicídio após decisão judicial.

Versões divergentes

A defesa de Geraldo Leite Rosa Neto sustenta que a policial tirou a própria vida e afirma aguardar a conclusão dos laudos periciais.

Já familiares da vítima contestam essa versão e defendem que Gisele foi vítima de feminicídio.

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