O depoimento de uma criança passou a integrar o inquérito que investiga a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana (32), encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, no bairro do Brás, na região central de São Paulo.

A PM Gisele Santana e o marido Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronal da Polícia Militar. — Foto: Reprodução/TV Globo
A PM Gisele Santana e o marido Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronal da Polícia Militar. — Foto: Reprodução/TV Globo

O depoimento de uma criança passou a integrar o inquérito que investiga a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana (32), encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, no bairro do Brás, na região central de São Paulo.

Segundo relato prestado à Polícia Civil pela mãe da policial e avó da menina, a criança de 7 anos demonstrava medo do padrasto e descrevia um ambiente de tensão dentro da residência.

Criança relatou brigas e pediu para não voltar para casa

De acordo com o depoimento de Marinalva Vieira Alves de Santana, mãe da vítima, o pai da criança, identificado como Jean, buscou a menina no apartamento no dia 17 de fevereiro, um dia antes de Gisele ser encontrada gravemente ferida. Após sair do local, a criança chegou à casa dos avós visivelmente abalada.

Conforme o relato, ela chorava e dizia que não queria retornar ao apartamento porque não suportava mais as brigas entre a mãe e o padrasto. Ainda segundo a avó, a menina relatava que a rotina dentro do imóvel era marcada por tensão constante. Gisele e a filha costumavam permanecer juntas em um quarto, enquanto o tenente-coronel ficava em outro cômodo do apartamento.

Mãe relata agressões psicológicas e controle

No depoimento, Marinalva afirmou que a filha também relatava sofrer pressão e controle por parte do marido. Segundo ela, Gisele dizia que o oficial impunha restrições a comportamentos cotidianos e que frequentemente demonstrava agressividade. Entre os episódios mencionados estão proibições relacionadas ao uso de salto alto, batom e perfumes.

A mãe da policial afirmou ainda que o comportamento do oficial era percebido por pessoas próximas ao casal e que o marido costumava monitorar os passos da vítima dentro do próprio apartamento.

Morte ocorreu dentro do apartamento do casal

Na manhã de 18 de fevereiro, Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça na sala do imóvel onde morava com o marido. Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia da Polícia Militar de São Paulo ao Hospital das Clínicas de São Paulo.

A policial morreu horas depois em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, conforme o atestado de óbito. Moradores do prédio relataram ter ouvido um forte estrondo na manhã do ocorrido.

Investigação segue em andamento

O caso é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita. Paralelamente, a Corregedoria da PM também apura denúncias envolvendo o relacionamento. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é parte da investigação e sustenta a versão de que a esposa teria tirado a própria vida. A defesa afirma que ele colabora com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações para o esclarecimento dos fatos.

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