A Polícia Civil prendeu Marcos “Siri”, gerente do tráfico na Mangueirinha, por atirar contra um servidor durante a Operação Barricada Zero, em Duque de Caxias. Ele abriu fogo contra trabalhadores e policiais, ferindo um funcionário. Após fugir, deu entrada em um hospital com ferimento suspeito e foi autuado por tentativa de homicídio. A polícia busca outros envolvidos.

Polícia prende traficante que atirou em servidor durante operação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Marcos Amici da Silva Júnior, conhecido como Siri, apontado como gerente do tráfico na comunidade Corte Oito, no Complexo da Mangueirinha, em Duque de Caxias. Ele é investigado por atirar contra um servidor municipal durante a Operação Barricada Zero, realizada nessa terça-feira (25), ação que tinha como objetivo remover obstáculos instalados por criminosos. As informações são do Portal Metrópoles.

De acordo com a investigação conduzida pela 59ª DP, trabalhadores da prefeitura e policiais foram surpreendidos por disparos enquanto retiravam as barricadas. Um dos tiros atingiu um funcionário que atuava próximo à retroescavadeira utilizada na operação. A vítima foi socorrida ao Hospital Moacyr do Carmo.

As diligências apontam que, ao notar a aproximação de uma viatura da PM, Siri e cúmplices correram para um beco na Travessa Uru. Enquanto um dos criminosos chegou a disparar para o alto, Siri adotou uma postura ofensiva: abriu fogo contra a viatura, contra a retroescavadeira e contra os agentes que participavam da ação. Na fuga, ele subiu na garupa de uma motocicleta com outro traficante e continuou atirando.

Pouco depois do ataque, mensagens internas da própria facção indicavam que um trabalhador havia sido baleado — informação confirmada pelas equipes em campo. Minutos mais tarde, Siri deu entrada em um hospital com um ferimento no pé, apresentando versões contraditórias sobre a origem da lesão, incompatíveis com o que havia ocorrido na cena do crime.

Com o conjunto de provas reunido, Marcos Amici da Silva Júnior foi preso em flagrante por tentativa de homicídio. Ele integra a estrutura criminosa atualmente comandada por Jonata Hirval Cassiano da Silva, o Buchecha Rosa, herdeiro da área que já foi dominada por Fernandinho Beira-Mar. As investigações seguem para identificar os demais envolvidos no ataque.

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