A Polícia Civil prendeu três suspeitos do PCC por envolvimento na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, assassinado em setembro de 2025. Entre eles está “Azul”, líder de alto escalão da facção. A motivação seria vingança por ações de combate ao crime durante a gestão de Ruy Ferraz. Os outros detidos teriam atuado com apoio financeiro, logístico e monitoramento. A SSP dará mais detalhes em coletiva.
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (13), três integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeitos de participação na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, assassinado em 15 de setembro de 2025. Foram detidos Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido como “Azul”, figura de alto escalão da facção; Márcio Serapião Pinheiro, o “Velhote”; e um homem identificado como “Manoelzinho”.
Segundo as investigações, o crime teria sido uma retaliação direta à atuação de Ruy Ferraz no comando da Polícia Civil e na Secretaria da Segurança Pública, período em que foram intensificadas ações contra o grupo criminoso. Em 2019, durante sua gestão, “Azul” foi um dos presos transferidos da Penitenciária de Presidente Venceslau para presídios federais a pedido do Ministério Público. Ele cumpriu pena em Mossoró (RN) e deixou a prisão no mês passado.
Condenado a 28 anos, “Azul” já havia sido citado em investigações sobre planos para o assassinato de autoridades, como o ex-ministro da Justiça Sergio Moro e o promotor Lincoln Gakiya. Já “Velhote” teria atuado com suporte financeiro e logístico para o crime, sendo apontado como responsável pelo pagamento de Umberto Alberto Gomes, um dos executores, morto em confronto pela polícia no Paraná. “Manoelzinho” seria o encarregado de monitorar a vítima no dia da execução.
As prisões ocorreram na Baixada Santista, Jundiaí e Caraguatatuba. Até o momento, a polícia não detalhou os elementos que levaram à conclusão de que os três teriam participação direta na morte. A cúpula da Secretaria da Segurança Pública deve conceder coletiva ainda nesta terça-feira para esclarecer o andamento do caso.
A trajetória de “Azul” ajuda a dimensionar a gravidade da operação. Com histórico criminal desde os anos 1990, ele consolidou poder na Baixada Santista e alcançou posição de destaque no PCC, chegando ao núcleo de comando conhecido como Sintonia Final, com aval de Marcola. Sua atuação esteve ligada a crimes de grande repercussão, articulações interestaduais e ampliações da influência da facção, incluindo ações no Nordeste.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e esclarecer todas as circunstâncias do assassinato.
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