Viralizou nas redes sociais o momento da prisão de um homem acusado de participar de um estupro coletivo contra duas crianças no bairro União Vila Nova, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo.
Viralizou nas redes sociais o momento da prisão de um homem acusado de participar de um estupro coletivo contra duas crianças no bairro União Vila Nova, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo.

Estupro coletivo: suspeito pode ter fugido para a Bahia após crime contra crianças em SP (Foto: Reprodução/Redes sociais)
O suspeito foi localizado em Brejões, no interior da Bahia, onde estava escondido após ser considerado foragido. A prisão aconteceu na noite da última sexta-feira (1º).
Declaração repercute
Durante a ação, a fala do comandante Sérgio, da Guarda Civil Municipal de Brejões, chamou atenção e gerou forte repercussão pela forma direta ao comentar o caso.
“Apresentamos esse elemento, esse lixo, responsável segundo ele mesmo por um estupro coletivo. Infelizmente nos temos que entregar vivo, não é a nossa vontade mas infelizmente a gente tem que seguir o que diz a lei”, diz ele.
Durante a declaração, o comantante chega a prevêr o que irá acontecer com o suspeito na detenção: “Mas a gente espera que esse lixo seja tratado pelos colegas de cela da forma que ele merece”.
Detenção de adolescentes
Com isso, sobe para quatro o número de jovens apreendidos no caso. Três adolescentes foram apreendidos, acusados de participar do estupro coletivo. Dois foram localizados na capital paulista e um no interior.
O caso segue sob investigação e corre em sigilo, devido à gravidade e à idade das vítimas.
Entenda o caso
De acordo com as investigações, as vítimas são dois meninos. Pelo menos cinco pessoas são apontadas como suspeitas, sendo um adulto e quatro adolescentes.
Um dos pontos que mais chocam no caso é a informação de que os abusadores teriam gravado a violência e divulgado as imagens na internet. Vídeos e áudios atribuídos ao crime passaram a circular nas redes sociais, aumentando a comoção pública. O Bacci Notícias teve acesso aos conteúdos mas optou por não divulgá-las devido ao grau de crueldade contra as vítimas.
As duas crianças recebem acompanhamento especializado e estão sob proteção do poder público. Uma delas foi acolhida por um programa municipal em Guaianases, enquanto a outra está sob os cuidados do pai, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.
Denúncia foi feita dias depois por medo
Segundo o subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, a denúncia só foi formalizada três dias após o ocorrido. O atraso teria sido causado pelo medo das famílias em procurar as autoridades.
As crianças e seus familiares estão sob proteção e recebem acompanhamento do Conselho Tutelar, além de suporte necessário.
“Esse caso é revoltante, choca, e não pode ser tratado como algo normal. Os abusadores agem, na maioria das vezes, na sombra do medo, da omissão e da falta de denúncia aos órgãos públicos”, declarou.
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