A tradição de não comer carne na Sexta-feira Santa simboliza penitência e respeito à morte de Jesus Cristo. O peixe é consumido por ser associado à simplicidade e à fé cristã.
Com a chegada da Semana Santa, uma dúvida comum volta à mesa dos brasileiros: por que não se come carne na Sexta-feira Santa? A tradição, seguida por milhões de fiéis, tem origem em um simbolismo profundo dentro do cristianismo.
A data marca a crucificação e morte de Jesus Cristo e, por isso, é considerada um dia de luto, silêncio e reflexão, especialmente para a Igreja Católica.
Carne como símbolo de celebração
Historicamente, a carne vermelha sempre foi associada a fartura, celebração e prazer. Por isso, abrir mão desse alimento na Sexta-feira Santa é visto como um gesto de sacrifício e respeito ao sofrimento de Cristo.
A proposta não é apenas alimentar, mas espiritual: a ideia é que o fiel pratique a renúncia como forma de reflexão e conexão com a fé.
Por que o peixe é permitido?
O peixe acabou se tornando o substituto tradicional por ser considerado um alimento mais simples e humilde. Além disso, tem forte ligação com a história bíblica, já que muitos apóstolos eram pescadores.
O que diz a Igreja
A prática não está descrita de forma literal na Bíblia como uma proibição direta, mas tem base em ensinamentos como o de Mateus 9:15, onde Jesus menciona o jejum em momentos de ausência do “noivo”.
Já a orientação formal vem do Direito Canônico, que estabelece a penitência como dever dos fiéis. A abstinência de carne na Sexta-feira Santa e na Quarta-feira de Cinzas é a forma mais comum de cumprir essa regra.
Jejum e abstinência: qual a diferença?
Na tradição cristã, existem duas práticas distintas para o período:
- Abstinência: não consumir carne (vermelha ou de aves)
- Jejum: reduzir a quantidade de alimento, com uma refeição principal e duas menores
Parte da Quaresma
A Sexta-feira Santa está inserida na Quaresma, que começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Páscoa. Esse período simboliza preparação espiritual, disciplina e reflexão.
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