O evento idealizado por Juliano Cazarré, voltado exclusivamente ao público masculino, voltou a ganhar destaque não apenas pelo conteúdo, mas principalmente pelos altos valores cobrados para participação. A proposta, que reúne debates sobre masculinidade, família e espiritualidade, já vinha sendo alvo de críticas desde o anúncio, tanto pelo discurso quanto pelo formato.
O ator Juliano Cazarré deu início à organização de um evento exclusivo para homens que já vinha gerando repercussão desde o anúncio. Após críticas iniciais ao formato e à proposta, o encontro volta a chamar atenção, desta vez pelos valores cobrados e pela estrutura definida para a programação.

Juliano Cazarré (Reprodução/Redes sociais)
Intitulado “O Farol e a Forja”, o evento está previsto para acontecer entre os dias 24 e 26 de julho e será dividido em três eixos principais: desenvolvimento profissional, vida familiar e espiritualidade. A abertura será voltada ao universo do trabalho, abordando temas como liderança, produtividade e disciplina.
No segundo dia, o foco se volta às relações pessoais, com discussões sobre paternidade, casamento e criação dos filhos. Já o encerramento será direcionado à dimensão religiosa, com conteúdos ligados à fé católica e reflexões espirituais voltadas ao público participante.
Ingressos têm valores elevados
A programação do evento idealizado por Juliano Cazarré contará com a participação de convidados que compartilham visões semelhantes às propostas do encontro. Entre os nomes confirmados estão Rodrigo Minotauro Nogueira, além do cientista político Bruno Garschagen, do especialista em segurança pública Bene Barbosa e do médico Diogo Wink.
Para participar, o público interessado precisa investir valores considerados elevados. O ingresso mais básico custa cerca de R$ 1,8 mil e garante acesso às palestras, além de certificado de participação. Já a opção intermediária, na faixa de R$ 3,15 mil, oferece maior proximidade com os palestrantes, incluindo momentos de interação.
O pacote premium, que chega a R$ 5,5 mil, amplia a experiência com conteúdos adicionais, como um curso online conduzido pelo próprio Cazarré. Nesse formato, os participantes terão acesso a módulos voltados à prática religiosa, incluindo temas relacionados à fé, celebrações e fundamentos do credo.
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Polêmica sobre o curso
O ator Juliano Cazarré, de 45 anos, anunciou nas redes sociais a criação de um evento voltado exclusivamente ao público masculino, com a proposta de reunir homens dispostos a assumir responsabilidades e se posicionar sem receio de exposição. Batizado de “O Farol e a Forja”, o encontro foi apresentado como um dos maiores do segmento no país e tem realização prevista para julho, em São Paulo.
Conhecido por seu posicionamento conservador e pela forte ligação com a fé católica, Cazarré afirmou que a iniciativa nasce como uma reação ao que considera um cenário de enfraquecimento da figura masculina na sociedade. Segundo ele, o evento pretende oferecer reflexões e direcionamentos para homens que se sentem deslocados diante dessas mudanças.
A divulgação, no entanto, gerou repercussão negativa entre parte da classe artística. Alguns colegas que já trabalharam com o ator criticaram o conteúdo da proposta, apontando preocupações com o tipo de discurso promovido. Entre as manifestações, Marjorie Estiano destacou que ideias semelhantes já são amplamente disseminadas e podem ter impactos sociais preocupantes.

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Repercussão negativa
A repercussão negativa ao evento de Juliano Cazarré ganhou força com manifestações de diversos nomes da classe artística. A atriz Claudia Abreu chamou atenção para o cenário brasileiro de altos índices de feminicídio, enquanto Elisa Lucinda criticou duramente a proposta, afirmando que o discurso apresentado vai na direção oposta às transformações sociais recentes.
Em tom contundente, Elisa questionou o posicionamento do ator e associou suas ideias a visões que, segundo ela, representam retrocesso. A fala recebeu apoio de Paulo Betti, que também fez críticas ao comportamento de Cazarré, apontando excesso de autoconfiança.
Outras atrizes que já trabalharam com ele, como Letícia Isnard e Julia Lemmertz, também se manifestaram, ainda que de forma mais indireta, com comentários que expressaram preocupação com o contexto.
Em meio às críticas, o próprio Cazarré já havia comentado anteriormente sobre sua postura pública, destacando que costuma evitar debates políticos, mas reconhecendo que acabou sendo rotulado por não se alinhar a posições mais comuns dentro do meio artístico.
Segundo ele, há outros profissionais que compartilham de visões semelhantes, mas preferem não se expor por receio de repercussões negativas, como críticas ou perda de oportunidades profissionais.
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