Uma nova onda de desinformação sobre o uso de protetor solar ganhou força nas redes sociais nos últimos dias, após a influenciadora Duda Kropf afirmar que teria reduzido o uso do produto por acreditar que ele poderia fazer mal à saúde.

influenciadora Duda Kropf viraliza nas redes após afirmar que protetor solar faz mal a pele (Foto: Reprodução/Redes sociais)
influenciadora Duda Kropf viraliza nas redes após afirmar que protetor solar faz mal a pele (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Uma nova onda de desinformação sobre o uso de protetor solar ganhou força nas redes sociais nos últimos dias, após a influenciadora Duda Kropf afirmar que teria reduzido o uso do produto por acreditar que ele poderia fazer mal à saúde.

A declaração, no entanto, não tem respaldo científico e foi posteriormente reconhecida pela própria influenciadora como equivocada. “Peço perdão por passar uma informação sem estudar”, disse ela após a repercussão negativa.

Protetor solar faz mal?

De acordo com a dermatologista Camila Sampaio Ribeiro, entrevistada pelo portal BacciNotícias, não há evidências científicas que comprovem que o uso de protetor solar cause danos à saúde.

“Do ponto de vista científico, não há evidência consistente que sustente essas alegações”, afirma a especialista.

O uso do produto, inclusive, é amplamente recomendado por entidades como a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por que o uso é essencial?

Os protetores solares passam por testes rigorosos antes de serem liberados para uso e desempenham papel fundamental na proteção contra os efeitos da radiação ultravioleta (UV).

Sem proteção adequada, a pele fica exposta a danos cumulativos que podem causar desde queimaduras e irritações até problemas mais graves, como o câncer de pele.

“No curto prazo, a exposição pode causar vermelhidão e sensibilidade. Já a longo prazo, os riscos são muito mais sérios”, alerta a médica.

Dados preocupantes no Brasil

Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia mostram um aumento expressivo nos casos de câncer de pele no país. Em 2014, foram registrados pouco mais de 4 mil diagnósticos. Já em 2024, esse número ultrapassou 72 mil casos.

A incidência é maior nas regiões Sul e Sudeste, mas o risco é elevado em todo o território nacional, especialmente por conta da alta exposição solar ao longo do ano.

Como combater a desinformação

Especialistas destacam que o combate às fake news passa pela divulgação de informações confiáveis e acessíveis.

Segundo a dermatologista, é essencial que profissionais da saúde ocupem espaço nas redes sociais para explicar, de forma clara, os riscos da radiação solar e os benefícios do uso diário do protetor.

Além disso, orientar corretamente a população, como a quantidade ideal, a reaplicação e o tipo de produto adequado, ajuda a aumentar a adesão ao uso e reduzir dúvidas.

A recomendação é clara: o protetor solar continua sendo um aliado indispensável para a saúde da pele.

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