Relatório da Polícia Civil aponta esquema de venda ilegal de camarotes no São Paulo. Documento cita divisão de lucros entre envolvidos e inclui ex-dirigente. Caso segue sob investigação.

Estádio do Morumbi. Foto: Reprodução/São Paulo
Estádio do Morumbi. Foto: Reprodução/São Paulo

Um relatório da Polícia Civil de São Paulo aponta a existência de uma “associação criminosa profissionalizada” envolvendo a exploração ilegal de camarotes no Morumbis. As informações foram divulgadas pelo ge e fazem parte de um inquérito conduzido pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

De acordo com a investigação, Rita de Cássia Adriana Prado, Mara Casares, Douglas Schwartzmann e Marcio Carlomagno atuariam como sócios informais no esquema, com divisão fixa de lucros. Pela primeira vez, Carlomagno — ex-superintendente geral do clube — aparece como integrante direto da suposta organização.

A conclusão tem como base um caderno apreendido em janeiro deste ano, durante operação policial. Nas anotações, os investigadores identificaram referências a divisão de valores, funções dentro do esquema e até registros que indicariam conhecimento das irregularidades.

Segundo a polícia, o grupo teria atuado entre março de 2023 e fevereiro de 2025, período em que shows e eventos realizados no estádio teriam sido explorados de forma clandestina. O material também aponta Adriana como responsável pela operação logística e financeira das vendas.

Ainda conforme o relatório, as anotações funcionariam como uma espécie de “controle interno” do esquema, reforçando a tese de organização estruturada e divisão de responsabilidades entre os envolvidos.

As defesas dos citados contestam as conclusões e alegam que o conteúdo analisado é interpretativo e não comprova ilegalidades. O caso segue sob sigilo, com diligências em andamento.

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