A Polícia Civil do Pará prendeu preventivamente Ivanildo Gomes dos Santos, irmão da cantora Ruthetty, encontrada morta em dezembro de 2025 em Belém. O caso é investigado como feminicídio. A defesa afirma que o policial militar é inocente e não é apontado como executor do crime. As investigações seguem sob sigilo e já resultaram na prisão de outro suspeito em abril deste ano.

Ruthetty, cantora paraense encontrada morta em Belém. — Foto: Ivan Duarte / O Liberal
Ruthetty, cantora paraense encontrada morta em Belém. — Foto: Ivan Duarte / O Liberal

A Polícia Civil do Pará cumpriu, nesta quarta-feira (3), um mandado de prisão preventiva contra Ivanildo Gomes dos Santos, irmão da cantora Ruthetty, encontrada morta em sua residência no bairro da Marambaia, em Belém, em dezembro de 2025.

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Homem foi encontrado com drogas e dinheiro em espécie. — Foto: PCPA

Homem foi encontrado com drogas e dinheiro em espécie. — Foto: PCPA

A prisão foi determinada pela Justiça e cumprida no quartel onde o policial militar atua na capital paraense. Segundo a corporação, as investigações seguem sob sigilo e são conduzidas pela Delegacia de Enfrentamento ao Feminicídio e Outras Mortes Violentas em Função de Gênero (Defem).

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Ruthetty foi encontrada morta na manhã de 3 de dezembro de 2025 dentro de casa. Na época, a Polícia Civil informou que o caso passou a ser investigado como feminicídio, colocando a Defem à frente das apurações.

Conhecida como um dos grandes nomes da música romântica paraense, a cantora ficou marcada por sucessos como “Viver de Ilusão” e “Amor da Minha Vida, Eterno Amor”, que conquistaram gerações de fãs no estado.

O velório reuniu familiares, amigos e admiradores, enquanto a polícia iniciou uma série de diligências, incluindo perícias, análise de câmeras de segurança e coleta de depoimentos.

Família questiona prisão

Após a prisão de Ivanildo, uma irmã da cantora compareceu à Defem e afirmou que a família não tem acesso aos detalhes das investigações.

“Fui eu que encontrei a minha irmã morta. Morava muita gente naquela rua. Meu irmão é polícia, jamais ele ia fazer isso com minha irmã”, declarou.

Segundo a familiar, os parentes acompanham o caso com dificuldade devido ao sigilo imposto às investigações.

Outro suspeito foi preso em abril

Em abril deste ano, a Polícia Civil prendeu em flagrante um homem apontado como principal suspeito da morte da cantora.

Ele foi localizado no distrito de Mosqueiro, em Belém, após investigações que indicavam seu envolvimento com o tráfico de drogas. Durante a abordagem, os agentes encontraram porções de substâncias semelhantes à cocaína e oxi, além de dinheiro em espécie.

De acordo com a polícia, o suspeito já era alvo de denúncias relacionadas ao assassinato de Ruthetty e teve seu nome vinculado às investigações meses antes da prisão.

Defesa nega envolvimento

Em nota enviada à imprensa, a defesa de Ivanildo Gomes dos Santos afirmou que ele é inocente e que a prisão tem caráter processual, com o objetivo de preservar as investigações.

Os advogados sustentam que o policial militar não é apontado como executor do crime e nem como principal suspeito. Segundo a defesa, ele passou a integrar uma das linhas investigativas por ser um dos irmãos mais próximos da cantora.

Ainda de acordo com a nota, Ivanildo sempre buscou informações sobre o caso e teria interesse na completa elucidação da morte da irmã.

A defesa também afirma que existem diversas linhas de investigação em andamento e que um dos suspeitos chegou a assumir a autoria do crime, versão que ainda estaria sendo analisada pela Polícia Civil.

Investigação continua

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre os elementos que motivaram a prisão preventiva do irmão da cantora. As apurações seguem sob sigilo.

As autoridades trabalham para esclarecer as circunstâncias da morte de Ruthetty e definir a participação de cada investigado no caso.

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