Um crânio humano foi encontrado dentro de uma mochila deixada em uma parada de ônibus no Centro de São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O caso chamou a atenção da Polícia Civil após a ossada apresentar algodões nas cavidades nasais e sinais de que estaria em avançado estado de decomposição, indicando que a morte pode ter ocorrido há bastante tempo.

Crânio é encontrado em ponto de ônibus (Foto: reprodução)
Crânio é encontrado em ponto de ônibus (Foto: reprodução)

Um crânio humano foi localizado na manhã desta segunda-feira (13) em uma parada de ônibus situada no Centro de São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A descoberta mobilizou equipes da Guarda Municipal, da Polícia Civil e do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

Crânio é encontrado em ponto de ônibus (Foto: reprodução)

De acordo com as primeiras informações divulgadas pelas autoridades, o crânio estava sobre uma mochila, deixada na Rua Theodomiro Porto da Fonseca. A situação chamou a atenção de uma pessoa que passava pelo local, que imediatamente comunicou a Guarda Municipal.

Após o acionamento, a área foi isolada para o trabalho da perícia, enquanto a Polícia Civil iniciou as investigações para identificar a origem dos restos mortais e esclarecer como o material foi abandonado na parada de ônibus.

“Não se sabe ainda exatamente as circunstâncias. Mas a equipe está no local e está sendo deslocada também a perícia, pra gente periciar ali, ver se encontra algum material genético”, disse o delegado Ericson.

Algodões nas cavidades nasais

Um dos aspectos que mais chamou a atenção das equipes de investigação foi a presença de algodões nas cavidades nasais do crânio. A característica levantou novas hipóteses, mas ainda depende da conclusão dos exames periciais.

Conforme as primeiras avaliações realizadas no local, a ossada apresentava avançado estado de esqueletização e não havia sinais de sangue ou outros vestígios biológicos recentes, indicando que os restos mortais pertencem a uma pessoa falecida há um longo período.

 

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Para esclarecer o caso, os investigadores analisam imagens de câmeras de monitoramento de cemitérios da região e também de áreas próximas ao ponto de ônibus onde a mochila foi abandonada.

O objetivo é identificar a pessoa responsável por deixar os restos mortais no local e reconstituir o trajeto percorrido antes da descoberta. Segundo o delegado Ericson Mota, a presença de algodões nas cavidades nasais reforça a hipótese de que o crânio tenha sido removido de um cemitério.

No entanto, ele ressaltou que ainda não há elementos suficientes para apontar a origem da ossada. A investigação também aguarda a conclusão do laudo pericial, que deverá trazer informações importantes sobre os restos mortais e contribuir para o avanço das apurações.

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