Além do tráfico de fentanil e da guerra contra o Estado, o líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), El Mencho deixou um legado de horror que atingia diretamente jovens recrutas, submetidos a testes de lealdade inimagináveis.
A morte de Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, ocorrida no último domingo (22), encerra um dos reinados mais bárbaros do narcotráfico mexicano. Para além do tráfico de fentanil e da guerra contra o Estado, o líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) deixou um legado de horror que atingia diretamente jovens recrutas, submetidos a testes de lealdade inimagináveis com ritual de canibalismo.
Teste do coração: lealdade através do ritual de canibalismo
A faceta mais doentia do recrutamento do CJNG envolvia o uso de adolescentes, alguns com apenas 16 anos, que eram forçados a participar de ritual de canibalismo para provar sua submissão ao cartel.
O ritual forçava recrutas recém-chegados a comer o coração de rivais assassinados.
Segundo especialistas e relatos de inteligência, o ato servia como uma quebra psicológica definitiva. Ao forçar um jovem a cometer canibalismo, o cartel garantia que ele não teria “volta” para a sociedade civil, selando um juramento de sangue através da barbárie.
O ritual de canibalismo fazia parte de um treinamento militarizado onde a empatia era eliminada, transformando adolescentes em máquinas de guerra dispostas a decapitar e desmembrar vítimas sob as ordens de El Mencho.
Barbárie como estratégia de poder
A prática de forçar jovens a ingerir órgãos humanos não era um ato isolado, mas uma política de “treinamento” do CJNG para consolidar sua reputação como a organização mais violenta do México.
”A brutalidade estendia-se aos próprios recrutas… forçados a comer os corações de rivais que haviam matado como um teste de sua lealdade”, afirmam relatórios que detalham a ascensão do cartel.
O cenário pós-morte de El Mencho
Com a execução de El Mencho por forças especiais, o México enfrenta agora uma onda de violência sem precedentes. O temor das autoridades é que os milhares de jovens doutrinados sob esses rituais violentos iniciem uma guerra interna pelo poder.
Atualmente, o estado de Jalisco está sob “alerta vermelho”, com toques de recolher e eventos cancelados, enquanto o cartel reage à morte de seu líder com bloqueios e ataques incendiários.
