A cantora Roberta Miranda usou as redes sociais para comentar a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (21), que morreu após um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.

Roberta Miranda e Maria Eduarda.
(Reprodução / redes sociais)
Roberta Miranda e Maria Eduarda. (Reprodução / redes sociais)

A cantora Roberta Miranda usou as redes sociais para comentar a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (21), que morreu após um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.

Roberta Miranda (Reprodução/Redes Sociais)

Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram na segunda-feira (15), a artista demonstrou indignação com o caso e cobrou uma investigação rigorosa sobre as circunstâncias da tragédia. De acordo com Roberta, o sentimento que define o episódio é a revolta diante da possível negligência que resultou na morte da jovem.

“É imperdoável”, critica Roberta

Durante o desabafo, Roberta afirmou ter dificuldade para compreender como uma atividade que depende diretamente da utilização de equipamentos de segurança pode ter terminado de forma tão trágica.

“Como é que você pega um ser humano, três pessoas pegam um ser humano e não percebem que a corda não está presa? Isso é de uma negligência incrível. É imperdoável o que fizeram com essa menina”, declarou.

Logo após, no relato, a cantora comparou o caso a uma situação improvável em sua própria profissão.

“Eu canto há 40 anos. É a mesma coisa que eu esquecer o meu microfone e subir ao palco para cantar à capela. Não é estranho? Então isso precisa ser investigado profundamente”, afirmou.

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Cantora compartilhou experiência

Roberta Miranda relembrou, em seguida, uma experiência vivida há cerca de cinco anos, quando pretendia praticar voo de asa-delta no Guarujá, litoral paulista. No entanto, segundo ela, pouco antes da decolagem, uma rajada de vento arremessou o equipamento contra o seu rosto e a derrubou. Apesar de não ter se ferido, a artista interpretou o episódio como um sinal para desistir da aventura.

“Isso foi Deus dizendo para eu não pular. Depois daquele dia eu nunca mais quis tentar”, relatou.

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Ao falar sobre a jovem, Roberta destacou que a tragédia ultrapassa qualquer discussão sobre esportes radicais e envolve a perda de uma vida cheia de sonhos.

“Era uma menina de 21 anos. Uma criança. Ela só queria se divertir. Ela só queria brincar”, lamentou.

A artista também revelou ter se emocionado ao ver uma publicação da mãe de Maria Eduarda nas redes sociais.

“As pessoas precisam sair da cadeira do egoísmo e se colocar no lugar do outro. Quando vi a mensagem da mãe dela, chorei. Estamos falando de um ser humano”, disse.

Caso segue sob investigação

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu no sábado (13) durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto. De acordo com as informações iniciais, a principal linha de investigação aponta para uma possível falha no procedimento de segurança.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o momento do lançamento da jovem da estrutura. Segundo as apurações iniciais, no entanto, a corda de proteção não estava conectada corretamente antes do salto.

A polícia prendeu três responsáveis pela atividade e os indiciou por homicídio com dolo eventual. Além disso, após a prisão, a Justiça converteu o flagrante. Outras três pessoas foram ouvidas e liberadas. O caso continua sendo investigado pelas autoridades.

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