Novas imagens do depoimento dos suspeitos envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, podem trazer novos desdobramentos para a investigação do caso.

Suspeitos presos por morte em rope jump dizem que deixaram local por orientação jurídica (Foto: Reprodução)
Suspeitos presos por morte em rope jump dizem que deixaram local por orientação jurídica (Foto: Reprodução)

Novas imagens do depoimento dos suspeitos envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, podem trazer novos desdobramentos para a investigação do caso.

Maria Eduarda morreu ao saltar de bungee jump

Em um dos trechos, um integrante da equipe responsável pela atividade afirmou que deixou o local após o acidente por orientação jurídica. A declaração contraria a suspeita inicial de que os envolvidos teriam tentado fugir da cena.

“Nós subimos e permanecemos no local até a chegada da guarda. Quando voltamos para a ponte, os policiais estavam dando voz de prisão para nós, dizendo que estávamos tentando fugir, algo que nunca aconteceu”, declarou o investigado.

Não lembra da checagem de segurança

Apesar da justificativa apresentada, o depoimento também chamou atenção por outro motivo.

Questionado diversas vezes pelos investigadores sobre os procedimentos de segurança realizados antes do salto de Maria Eduarda, o suspeito afirmou não se recordar se a checagem obrigatória foi efetivamente realizada.

A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que a jovem teria sido lançada sem estar devidamente conectada à corda de segurança, o que provocou uma queda de aproximadamente 40 metros.

Acesse o canal BNTV no Youtube

Suspeito detalha sistema de segurança

Em mais um trecho do depoimento, um dos responsáveis pela operação do salto explicou como funciona o sistema de segurança utilizado na prática de rope jump.

Segundo ele, os participantes costumam ser equipados com dois dispositivos de proteção interligados por conectores específicos, justamente para reduzir ao máximo a possibilidade de falhas durante a atividade.

” – Como que é presa essa corda?

– Essa corda é presa em um mosquete, é bem visível. Basicamente é uma cadeirinha interligada no peitoral e o mosquete, quando equipa a pessoa, fica fixo. A gente solta essa corda em dois lugares. São dois equipamentos. É a cadeirinha e o peitoral, justamente, para não ter falha no equipamento.”

Leia também:

Ao ser questionado sobre a ausência da corda no momento do salto de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, o homem disse não conseguir compreender como a falha ocorreu. Segundo ele, o protocolo prevê que o participante seja completamente preparado antes de chegar à borda da ponte, onde recebe as últimas orientações dos instrutores.

O depoente também descreveu que, após a checagem dos equipamentos, a pessoa é posicionada para o salto e acompanhada pelos operadores durante toda a execução da atividade. Ainda assim, afirmou não conseguir explicar como a jovem foi liberada sem estar conectada ao sistema de segurança.

Acidente fatal de Maria Eduarda

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no sábado (13), após um acidente durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior paulista. As investigações apontam que a jovem foi lançada da estrutura sem estar devidamente conectada ao sistema de segurança que deveria sustentá-la durante o salto.

Segundo as apurações, a atividade era organizada pela empresa responsável pela operação no local. Durante a execução do salto, os responsáveis não teriam percebido que a participante ainda não estava presa ao equipamento indispensável para a prática da modalidade.

Veja o momento da queda:

Após a queda, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e prestaram socorro à vítima ainda no local. Apesar dos esforços dos profissionais de saúde, Maria Eduarda não resistiu aos ferimentos provocados pelo impacto.

Horas antes da tragédia, a jovem havia compartilhado registros nas redes sociais mostrando sua chegada ao evento e os preparativos para participar da atividade. Entre as publicações estavam fotos e vídeos feitos na própria Ponte do Esqueleto, pouco antes do salto que terminou de forma fatal.

Leia mais no Bacci Notícias:

Vídeos curtos

Mais lidas