A Polícia Civil do estado de São Paulo, por meio da Delegacia Seccional de Limeira, cumpriu neste sábado (20) mandados de busca e apreensão nas residências de outros três investigados que foram presos pela morte de Maria Eduarda, de 21 anos. A jovem morreu no último dia 13, durante a prática de rope jump na chamada “Ponte do Esqueleto”, em Limeira. 

Rope jump: buscas em endereços de três presos revelam suspeita de destruição de provas

A Polícia Civil do estado de São Paulo, por meio da Delegacia Seccional de Limeira, cumpriu neste sábado (20) mandados de busca e apreensão nas residências de outros três investigados que foram presos pela morte de Maria Eduarda, de 21 anos. A jovem morreu no último dia 13, durante a prática de rope jump na chamada “Ponte do Esqueleto”, em Limeira. 

Maria Eduarda, de 21 anos, morreu no último dia 13, durante a prática de rope jump na chamada “Ponte do Esqueleto”, em Limeira (SP). 

Foto: Reprodução.

Durante as diligências, foram apreendidos celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais que podem auxiliar no avanço das investigações. Segundo a apuração, há indícios de que os investigados tenham ocultado ou eliminado conteúdos digitais relevantes, o que inclui a possível supressão de imagens registradas no momento do salto.

As medidas foram autorizadas pela 2ª Vara Criminal de Limeira, que também expediu mandados de prisão temporária com prazo de cinco dias. As ordens foram cumpridas contra uma mulher de 29 anos, no Rio de Janeiro, e dois homens, de 25 e 27 anos, localizados em Limeira e Indaiatuba.

De acordo com a delegada Andréa Levy, responsável pelo inquérito, os elementos reunidos até o momento apontam para a atuação dos três suspeitos na organização e execução da atividade. Ela destaca que a investigação identificou sinais de desaparecimento de material audiovisual produzido durante o salto, o que motivou os pedidos judiciais.

Dados podem ter sido apagados

Além disso, a investigação aponta que conteúdos armazenados em dispositivos eletrônicos podem ter sido apagados após o ocorrido, fato que também fundamentou as decisões judiciais que atenderam aos pedidos da Polícia Civil.

O inquérito apura, em tese, crimes dolosos contra a vida na modalidade de dolo eventual, além de possível fraude processual.

Segundo o diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 9 (Deinter 9), Kleber Altale, as diligências continuam com o objetivo de esclarecer a dinâmica do acidente, definir responsabilidades e localizar a câmera utilizada pela vítima durante o salto, considerada peça-chave para a reconstrução do caso.

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Três instrutores de rope jump já haviam sido presos

Anteriormente, três instrutores já haviam sido presos em flagrante no dia do acidente e permanecem custodiados após decisão judicial que converteu as prisões em preventivas.

Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves atuavam em um grupo que promovia saltos de 40 metros de altura na ponte, cobrando R$ 180 por participante. Eles não souberam explicar o erro fatal que causou a morte de Maria Eduarda.

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