Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), existem normas técnicas para o setor de rope jump, mas ainda há falhas na fiscalização de práticas realizadas sem estrutura adequada.
A morte da educadora física Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, colocou em discussão os protocolos de segurança exigidos para atividades de aventura no Brasil. O caso também levantou questionamentos sobre a fiscalização de empresas e grupos que oferecem esse tipo de experiência.
Segundo Evandro Schütz, gerente técnico da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), o país possui normas específicas para regulamentar o setor. Ele destaca que o Brasil é considerado uma referência em normas técnicas para atividades de turismo de aventura, com regras voltadas à prevenção de riscos.
“O Brasil é uma referência mundial em normatização técnica para as atividades de turismo de aventura. Nós temos 51 normas técnicas, uma legislação bem pertinente à realização das atividades comerciais de lazer e de aventura”, afirmou em entrevista ao SBT News.
No caso de Maria Eduarda, a investigação aponta que ela foi lançada sem estar conectada ao equipamento de segurança durante o salto. Três homens seguem presos preventivamente por homicídio com dolo eventual. Em depoimentos, os investigados afirmaram que não havia uma definição clara sobre quem seria responsável pela checagem final dos equipamentos antes da atividade.
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O rope jump consiste em um salto de uma estrutura elevada utilizando cordas de baixa elasticidade, criando um movimento semelhante ao de um pêndulo após a queda. Quando existe cobrança pela participação, a atividade é enquadrada como turismo de aventura e deve seguir normas técnicas de gerenciamento de riscos.
Entre as principais regras citadas pela Abeta estão normas da ABNT que tratam da gestão da segurança, das competências dos profissionais responsáveis e da comunicação dos riscos aos participantes. Segundo Schütz, a aplicação desses procedimentos cria um padrão mínimo para reduzir falhas durante a realização dos saltos.
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Apesar da existência das normas, o representante da entidade alerta que ainda há atividades sendo oferecidas sem controle adequado. “Não é um caso exclusivo. Isso acontece todos os finais de semana no Brasil de forma ilegal e irregular”, afirmou. Para ele, é necessário ampliar a fiscalização e fortalecer a qualificação dos profissionais envolvidos.
A responsabilidade, segundo a Abeta, envolve diferentes níveis do poder público. Enquanto a União estabelece diretrizes, estados e municípios têm participação na orientação, fiscalização e autorização do funcionamento das empresas que oferecem atividades de aventura.