O Brasil se prepara para uma nova sobretaxa dos EUA de 10% a 15%, que se somará ao aumento de 25% anunciado recentemente por conta de temas como Pix e desmatamento. A investida americana é baseada em uma investigação sobre suposto uso de trabalho forçado. Diante do possível anúncio da gestão Trump, o governo Lula convocou uma reunião ministerial de emergência nesta terça-feira (2) para alinhar a resposta brasileira.
O Brasil já começa a se preparar para uma nova sobretaxa dos Estados Unidos contra os produtos brasileiros. Mas você sabe como isso vai atingir o seu bolso diretamente?
As taxas podem variar de 10% a 15% e se somam ao aumento de 25% divulgado recentemente, medida que também envolve questões como desmatamento e uso do Pix.

(Foto: Reprodução Palácio do Planalto)
Investigação americana
A investida dos EUA vem após uma investigação iniciada pelo Escritório do Representante Comercial norte-americano (USTR), baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O dispositivo dá carta branca ao governo americano para reagir a práticas consideradas desleais, como o suposto uso de trabalho forçado.
Além do Brasil, outros 59 países também estão na mira da apuração. O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, declarou em março que trabalhadores e empresas americanas enfrentam concorrência desleal de quem supostamente utiliza trabalho forçado.
Em abril, o Brasil chegou a rebater formalmente as acusações, defendendo que sanções unilaterais seriam desproporcionais, já que o país é referência global no combate ao trabalho escravo. Entre os argumentos, citou a existência da “lista suja”, que dificulta a vida de empresas flagradas em irregularidades.
Reunião de emergência no Planalto
O Governo Lula (PT) convocou uma reunião ministerial de emergência na tarde desta terça-feira (2) para alinhar a resposta diante do possível anúncio americano.
No entendimento do Planalto, a ofensiva tarifária faz parte da estratégia da gestão Trump para ganhar terreno em negociações e arrancar concessões do Brasil em temas considerados importantes. Se o USTR concluir que o Brasil não combateu de forma suficiente o trabalho análogo à escravidão, a Casa Branca pode avançar com tarifas extras ou outras restrições comerciais.
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