O secretário de Segurança de SP, Nico Gonçalves, afirmou que a prisão do coronel suspeito de feminicídio mostra a independência das corregedorias. Ele disse que não houve proteção ao policial e que a investigação seguiu critérios técnicos, apesar da pressão.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, comentou a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e afirmou que o caso evidencia a atuação independente das corregedorias das forças de segurança.
Durante coletiva de imprensa, o secretário classificou a situação como “muito triste” para a corporação, por envolver um integrante da Polícia Militar.
“A SSP também fica super triste de ter um elemento da nossa corporação envolvido nesse caso. É muito triste para nós, mas isso mostra a força das nossas corregedorias”, afirmou.
Segundo ele, o trabalho das corregedorias ocorreu de forma autônoma e sem qualquer tentativa de proteção ao investigado.
“Não houve nada assim, vamos proteger, nada, nada, nada. Muito pelo contrário”, disse.
Investigação sob pressão
Nico Gonçalves também destacou que a apuração seguiu critérios técnicos, mesmo diante da pressão por respostas rápidas.
“A apuração decorreu dentro do prazo. Fomos pressionados, a imprensa ligava o dia todo, mas a gente não ia fazer nada sem provas materiais”, afirmou.
De acordo com o secretário, a decisão pela prisão foi tomada apenas após a reunião de elementos consistentes pela investigação.
“Foi feito o que tinha que ser feito”, concluiu.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso sob suspeita de envolvimento na morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como feminicídio após novos laudos periciais.
