Em um movimento raro no Legislativo, o Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. O indicado, que obteve 42 votos contrários, declarou respeitar a soberania da Casa e agradeceu o apoio recebido durante a sabatina. O resultado impõe um desafio político imediato ao governo federal na articulação com o Congresso.

Messias
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A decisão do Senado na noite da última quarta-feira (29), marcou um momento raro na história brasileira com a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

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O atual advogado-geral não obteve o apoio necessário no plenário, somando 42 votos contrários à sua indicação. O resultado apresenta um revés significativo para a gestão do presidente Lula, que havia apostado no nome de Messias para ocupar a cadeira vaga na Corte.

Jorge Messias faz pronunciamento

Logo após a conclusão da contagem de votos, Jorge Messias comentou em entrevista coletiva sobre a sabatina:

“O Senado é soberano. O plenário do Senado é soberano. O plenário falou. Agradeço os votos que recebi. Faz parte do processo democrático saber ganhar, saber perder”, declarou Messias, buscando suavizar o impacto político da derrota sofrida.

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Apesar do resultado negativo no plenário, o indicado havia passado anteriormente por uma extensa sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o debate se estendeu de forma transparante e que cumpriu seu papel durante todo o processo de avaliação.

“Eu não tenho nada a falar nem a reparar acerca da conduta de ninguém. Eu só sou grato aos votos que recebi. Acho que cada um de nós cumpre um propósito; eu cumpri o meu”, comentou o AGU.

Mais da sabatina

Ainda na coletiva, Messias reforçou que participou da sabatina com tranquilidade e sinceridade com seus argumentos: “Hoje participei, me submeti a uma sabatina de forma aberta, de alma leve, com um espírito franco. Falei a verdade, falei o que penso, falei o que sinto, demonstrei o que sinto”, concluiu o advogado, que agora permanece no comando da Advocacia-Geral da União enquanto o governo avalia outros nomes para a Suprema Corte.

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