A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta sexta-feira (17) o sétimo suspeito de participação no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto há um mês no litoral paulista.

Foto: reprodução/redes sociais
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta sexta-feira (17), o sétimo suspeito de participação no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto há um mês no litoral paulista. O homem detido é o proprietário do endereço usado pela quadrilha em Mongaguá, na Baixada Santista, cidade vizinha a Praia Grande, onde ocorreu a execução.

De acordo com as investigações, o suspeito esteve no imóvel no dia seguinte ao crime, permaneceu por cerca de uma hora e depois retornou para sua adega, na Zona Sul da capital. O nome dele não foi divulgado.

Com essa prisão, sete pessoas já foram detidas por envolvimento no caso. Outras duas seguem foragidas e uma morreu em confronto com a polícia.

Prisões anteriores

Na última quarta-feira (15), a polícia havia prendido Danilo Pereira Pena, de 36 anos, conhecido como Matemático. Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele teria ordenado que Luiz Henrique Santos Batista, o Fofão, transportasse Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar, de São Vicente para São Paulo. Ambos também estão presos.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que o crime tem ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ruy Ferraz, que se aposentou em 2023 após mais de 40 anos de atuação, foi um dos principais nomes no combate à facção. Mesmo aposentado, ele continuava recebendo ameaças de morte.

Execução e investigação

O ex-delegado foi assassinado em 15 de setembro, após deixar o expediente como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, cargo que ocupava desde a aposentadoria. Ele levou ao menos 12 tiros de fuzil.

As câmeras de segurança da prefeitura revelaram que Ruy vinha sendo monitorado havia mais de um mês. O grupo utilizou três veículos no crime — um carro, uma caminhonete e outro automóvel que foi incendiado. Além disso, os criminosos alugaram casas para planejar a ação, uma delas em Praia Grande e outra em Mongaguá.

Suspeitos identificados

Os presos até agora são:

  1. Willian Silva Marques, dono da casa em Praia Grande;
  2. Dahesly Oliveira Pires, suspeita de buscar o fuzil usado no crime;
  3. Luiz Henrique Santos Batista (Fofão), atuou na logística da fuga;
  4. Rafael Marcell Dias Simões (Jaguar), se entregou à polícia;
  5. Felipe Avelino da Silva (Mascherano), teve DNA encontrado em um dos veículos;
  6. Danilo Pereira Pena (Matemático), apontado como um dos mandantes;
  7. Dono da casa de Mongaguá, preso nesta sexta-feira.

Dois suspeitos continuam foragidos – Flávio Henrique Ferreira de Souza e Luis Antonio Rodrigues de Miranda -, enquanto Umberto Alberto Gomes, que também era investigado, morreu em confronto com a polícia.

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