Um homem conhecido como “Matemático” foi preso suspeito de envolvimento no assassinato do ex-delegado Ruy Fontes, em Praia Grande. Ele se junta a outros cinco detidos no caso, que apura retaliação do crime organizado ou motivação ligada a contratos municipais. A investigação segue com perícias, depoimentos e análise de provas para esclarecer o crime.
A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (15) dois suspeitos de envolvimento na execução do ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, assassinado em 15 de setembro em Praia Grande, litoral paulista. Entre os detidos estão um homem conhecido como “Matemático” e Leão Banguelo, apontado como disciplina geral do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista.
Ruy Fontes, que foi delegado-geral e destacou-se no combate ao PCC, foi morto a tiros em uma emboscada. A investigação conduzida pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) já havia prendido outros cinco suspeitos: William Silva Marques, dono da casa usada como QG do crime; Rafael Marcell Dias Simões, um dos atiradores; Dahesley Oliveira Pires, responsável por buscar a arma; Luiz Henrique Santos Batista, que teria dado fuga a um criminoso; e Umberto Alberto Gomes, morto em confronto com a polícia no Paraná.
Segundo a polícia, as prisões de “Matemático” e Leão Banguelo reforçam a linha de investigação de que a morte do ex-delegado pode ter sido motivada por vingança do crime organizado. Ruy Fontes havia sido jurado de morte por líderes do PCC, devido ao seu histórico de combate à facção e participação na transferência de criminosos de alta periculosidade para presídios federais. A apuração também considera possíveis retaliações envolvendo colegas da prefeitura de Praia Grande, local onde Fontes supervisionava contratos milionários.
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