No vídeo, em que a reportagem do BacciNotícias teve acesso, é possível ver o momento em que o morador desce para retirar o pedido feito pelo delivery. O entregador solicita o código da entrega, e o cliente se nega a informar. Neste momento, em que percebe a atitude do homem, o motoqueiro começa a gravar toda a ação. Os dois começam a bater boca, o cliente se aproxima do entegador numa atitude de intimidação.
No vídeo, em que a reportagem do BacciNotícias teve acesso, é possível ver o momento em que o morador desce para retirar o pedido feito pelo delivery. O entregador solicita o código da entrega, e o cliente se nega a informar. Neste momento, em que percebe a atitude do homem, o motoqueiro começa a gravar toda a ação. Os dois começam a bater boca, o cliente se aproxima do entegador numa atitude de intimidação.
“Vou chegar bem pertinho para tu gravar minha cara. Me entrega a porra do pedido, eu não vou te entregar o código”, diz o homem que não teve a identidade revelada.
Ainda nas imagens, é possível ver que o cliente e o motoqueiro entram em luta corporal, o morador abre o baú da moto e pega o pedido na força.
Conversamos com o entregador, Rodrigo Nogueira da Silva, de 46 anos, e que há 4 trabalha no aplicativo de entrega de comida.
“Todo dia tem uma história pra contar. Somos uma classe desrespeitada. É importante lembrar que a própria plataforma solicita para que o cliente desça até a portaria para retirar a encomenda. Já o pedido do código, serve para cumprir uma outra norma da plataforma. Se a gente não segue direitinho as regras, nossa avaliação cai na plataforma do aplicativo”
“Sou pai de família, trabalhador, é assustador tudo isso. Vou fazer um BO, não dá pra continuar nessa impunidade”
Na semana passada, a polícia carioca prendeu preventivamente o policial penal, José Rodrigo da Silva Ferrarini, acusado de atirar contra o motoboy, Valério Souza Júnior. O motivo? Histórias parecidas, de clientes que se negam a descer para retirar os pedidos na portaria dos condomínios.
“O mandado foi expedido neste domingo, menos de 24 horas após o ataque, para nossa defesa mostra o quão grave é a situação”, conta Thaís Loureiro, advogada do entregador.
