STF começa a julgar militares e um policial federal acusados de integrar o braço operacional da tentativa de golpe contra Lula. Parte do grupo teria planejado o assassinato de Alexandre de Moraes e tentado pressionar as Forças Armadas.

Plano do governo do RJ prevê ações integradas para retomada de áreas dominadas por facções e milícias.
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (11) o julgamento dos militares acusados de integrar o braço operacional da tentativa de golpe de Estado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no fim de 2022. O núcleo militar é formado por nove integrantes das Forças Armadas e um policial federal, segundo denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Grande parte dos denunciados é composta por oficiais do Exército com formação em forças especiais, conhecidos como “kids pretos”. A PGR dividiu o grupo em três núcleos, sendo o mais grave o dos militares acusados de planejar o assassinato do ministro Alexandre de Moraes, em 15 de dezembro de 2022.

Outro grupo, conforme a acusação, teria atuado para pressionar os comandantes das Forças Armadas a aderirem ao movimento golpista supostamente articulado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados no Palácio da Alvorada.

A denúncia aponta ainda que parte dos “kids pretos” se reuniu em 28 de novembro de 2022, em um salão de festas de um prédio em Brasília, para traçar estratégias destinadas a convencer os chefes militares a apoiar a ruptura institucional.

As sessões desta semana (11 e 12) serão dedicadas à leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes, que atua como relator do caso, e às sustentações orais. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentará os argumentos da acusação, enquanto os advogados dos réus pedirão a absolvição. Os votos dos ministros da Primeira Turma devem ser colhidos na próxima semana.

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