O Superior Tribunal de Justiça determinou a soltura de sete investigados da Operação Narco Bet, mas manteve a prisão preventiva do influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido nas redes sociais como Buzeira. A decisão foi assinada pelo ministro Messod Azulay Neto e publicada na segunda-feira (29).
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a soltura de sete investigados da Operação Narco Bet, mas manteve a prisão preventiva do influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido nas redes sociais como Buzeira. A decisão foi assinada pelo ministro Messod Azulay Neto e publicada na segunda-feira (29).

Esposa de Buzeira pública ‘carta aberta’ após prisão de influenciador
Além de Buzeira, o magistrado também manteve a prisão de Rodrigo de Paula Morgado, apontado pela Polícia Federal como doleiro ligado ao tráfico de drogas.
Sete investigados foram beneficiados
Entre os beneficiados pela decisão está o empresário Fernando Silva Abreu Costa, preso no Rio de Janeiro durante a operação.
A prisão preventiva dele foi substituída por medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
Na decisão, o ministro destacou que Fernando estava preso há cerca de oito meses e que ainda não havia previsão para o início da instrução processual. Também considerou que as condutas atribuídas ao empresário não o colocariam entre os integrantes do núcleo central da suposta organização criminosa.
Também tiveram a prisão revogada:
- Arthur Gabriel Censi;
- Lucas Pinheiro;
- Guilherme Brasil Barcellos;
- Thainá Hilário da Silva;
- Tacio Leonardo Costa Dominguez;
- Ingrid Ohara Silva Nogueira.

STJ mantém prisão de Buzeira e manda soltar sete investigados da Operação Narco Bet (Foto: Reprodução/Redes sociais)
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Esposa de Buzeira critica decisão
Após a divulgação da decisão, a esposa de Buzeira, Hillary Yamashiro, usou as redes sociais para criticar a manutenção da prisão do influenciador.
“Engraçado que eles mantêm o Bruno por suposições. São nove meses de injustiça. Não dá mais para ficar calada esperando a Justiça ser feita. Isso não é justo. Não é possível que não estão vendo o que estão fazendo”, escreveu.
Investigação aponta movimentação milionária
De acordo com a Polícia Federal, Buzeira teria recebido aproximadamente R$ 19,7 milhões de Rodrigo Morgado, apontado pelas autoridades como um dos principais operadores financeiros investigados no esquema. Morgado é suspeito de atuar no envio de grandes carregamentos de cocaína para a Europa e de movimentar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas.
Segundo os investigadores, os suspeitos transferiram valores para a Buzeira Digital, empresa vinculada ao influenciador. A PF aponta Buzeira como um dos rostos utilizados para dar aparência de legalidade ao dinheiro ilícito. De acordo com a polícia, o esquema ocorreria por meio de rifas virtuais, promoções e plataformas de apostas online.
Armas e pedras preciosas apreendidas
Ainda de acordo com as informações, a polícia cumpriu, na época, mandados de busca na residência do influenciador. O imóvel está localizado em um condomínio de alto padrão em Igaratá, no interior de São Paulo. Na ocasião, agentes federais encontraram armas de fogo, munições, carregadores, radiocomunicadores e equipamentos táticos.
Investigadores descrevem o material como um verdadeiro arsenal. Além disso, na ocasião, as equipes também apreenderam duas pedras brutas. A suspeita é de que os suspeitos utilizaram esmeraldas avaliadas em cerca de R$ 1,7 bilhão para ocultação patrimonial.
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Operação investiga apostas e tráfico internacional
A Operação Narco Bet foi deflagrada pela Polícia Federal em outubro de 2025 e apura a utilização de empresas de apostas eletrônicas para lavar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas.
As investigações indicam que os suspeitos movimentavam dinheiro por meio de criptomoedas, remessas internacionais e empresas de fachada, buscando dificultar o rastreamento dos valores.
Segundo a PF, suspeitos destinaram parte desses recursos para plataformas de apostas esportivas, o que permitiu que o dinheiro entrasse no sistema financeiro com aparência de legalidade.
Ao longo da operação, a polícia cumpriu mandados em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e até na Alemanha. As autoridades também determinaram o bloqueio de aproximadamente R$ 630 milhões em bens e valores ligados aos investigados.
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