José Nildo da Silva, suspeito de ser um dos atiradores que mataram o ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, foi preso em Itanhaém. Ele é o oitavo detido no caso. A polícia investiga se o crime tem relação com o PCC ou com disputas políticas em Praia Grande.

Suspeito de atirar no delegado Ruy Ferraz é preso

O principal suspeito de ter atirado no ex-delegado-geral de São Paulo, Dr. Ruy Ferraz Fontes, foi identificado pela polícia nesta terça-feira (21) e já tem prisão preventiva decretada. O crime ocorreu no dia 15 de setembro de 2025, em Praia Grande, no litoral paulista, e causou grande comoção entre autoridades e agentes de segurança do Estado. O delegado foi executado em uma emboscada armada por criminosos ligados a uma facção.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, José Nildo da Silva, de 47 anos,  era investigado e, após o crime, buscou refúgio em uma das quatro casas usadas pela quadrilha para planejar e executar o assassinato. Ele foi capturado em Itanhaém, quando chegou ao imóvel armado e usando um colete à prova de balas. Uma mulher que estaria com ele conseguiu fugir antes da chegada dos policiais.

José Nildo da Silva, de 47 anos, suspeito de atirar no ex-delegado Ruy Ferraz – Foto: divulgação/ Polícia Civil de SP

O suspeito já tinha passagens por ameaça, violência doméstica e porte ilegal de armas. A polícia ainda investiga se ele tem ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Outros dois homens, identificados como Flávio e Luiz, seguem foragidos. Com a prisão desta terça-feira, já são oito pessoas detidas por envolvimento no caso.

Entre os presos estão Danilo Pereira Pena, conhecido como “Matemático”, apontado como o mentor do crime, e Felipe Avelino da Silva, o “Mascherano”, integrante do PCC cujas digitais foram encontradas em um dos carros usados na execução. Também foram presos William Silva Marques, dono da casa usada como base do grupo; Rafael Marcell Dias Simões, o “Jaguar”, outro atirador; Dahesley Oliveira Pires, que teria buscado o fuzil; Luiz Henrique Batista, o “Fofão”, responsável pela fuga; e Cristiano Alves da Silva, o “Cris Brown”, dono do imóvel em Mongaguá usado como ponto de apoio. Um dos suspeitos, Umberto Alberto Gomes, morreu em confronto com a polícia no Paraná.

As investigações seguem duas principais linhas: vingança do crime organizado, já que Ruy Ferraz teve atuação firme contra o PCC, e retaliação política dentro da Prefeitura de Praia Grande, pois o ex-delegado supervisionava um contrato milionário de licitação voltado à ampliação do sistema de videomonitoramento e Wi-Fi da cidade.

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