O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que espera que os presidentes Lula e Trump dialoguem para resolver o “Tarifaço”. Aliado de Bolsonaro, Tarcísio defende a conversa em nome do “interesse nacional” e da economia brasileira, que está sendo prejudicada pelas tensões comerciais.

Tarcísio de Freitas afirma torcer por conversa entre Trump e Lula (Foto: João Valerio / Governo de São Paulo)
Tarcísio de Freitas afirma torcer por conversa entre Trump e Lula (Foto: João Valerio / Governo de São Paulo)

Apesar de ser aliado e pessoa muito próxima do ex-presidente Jair Bolsonaro e de toda a sua família, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta quarta-feira (24) que está torcendo para que os presidentes Lula e Donald Trump realmente conversem sobre o “tarifaço”. Para o governador, o “interesse nacional está em jogo”.

“O que eu espero é que ambos se sentem para conversar. Porque o interesse nacional está em jogo. O interesse do nosso empresário, de quem produz café, de quem exporta café, do pequeno produtor, de quem lida com proteína animal, de quem exporta carne, da indústria de máquinas e equipamentos, de empresas que estão perdendo negócios”, afirmou.

Na visão dele, essa instabilidade econômica não é boa nem para os Estados Unidos, nem para o Brasil. A declaração foi dada em um evento em Embu das Artes, no qual Tarcísio de Freitas realizou a entrega de algumas unidades habitacionais.

“Isso não é bom para os Estados Unidos, não é bom para o Brasil. Então, o que a gente espera e já deveria ter acontecido: que líderes dessas duas nações, as maiores economias das Américas, as maiores democracias do ocidente, se sentem, conversem, negociem e resolvam esse problema.”

Reaproximação

Na tarde de terça-feira, durante o primeiro dia da 80ª Assembleia Geral da ONU, os dois líderes se viram entre seus discursos, trocaram olhares e chegaram a se abraçar rapidamente. O presidente americano também comentou que Lula “pareceu um homem muito agradável” durante o breve contato.

O episódio ocorreu em meio à sequência de discursos na Assembleia Geral da ONU, quando o Brasil e os Estados Unidos têm mantido diálogos estratégicos e tensões diplomáticas recentes. A aproximação relâmpago entre os presidentes, embora curta, indica disposição para diálogo e coordenação futura entre os dois países.

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