Criminosos matam tatuador após chamada de vídeo ao 'tribunal do crime' (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Criminosos matam tatuador após chamada de vídeo ao 'tribunal do crime' (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A investigação sobre a morte do tatuador Leandro Perboni, de 44 anos, ganhou um novo desdobramento. O profissional foi assassinado em 27 de junho, na cidade de Sorriso (MT).

Tatuador Leandro Perboni, de 44 anos (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, a vítima pode ter sido morta por engano durante um suposto “tribunal do crime”, realizado por integrantes da facção Comando Vermelho (CV).

Polícia aponta erro de identificação

De acordo com os investigadores, o tatuador foi confundido por criminosos que acreditavam que ele tivesse ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo a apuração, Leandro, conhecido pelo apelido de “Lia”, passou a ser tratado como um “cabrito”, expressão utilizada no meio criminoso para se referir a pessoas suspeitas de colaborar com facções rivais ou agir contra os interesses da própria organização.

Ainda conforme a investigação, ele também era acusado pelos criminosos de vender drogas para uma garota de programa.

Leia também:

Execução ocorreu após “julgamento” virtual

A Polícia Civil informou que Leandro foi monitorado por integrantes da organização criminosa antes de ser levado para um suposto julgamento promovido pela facção.

Segundo a investigação, a chamada sessão do “tribunal do crime” ocorreu de forma virtual e terminou com a decisão pela execução da vítima.

O tatuador foi morto nos fundos da própria residência.

Facção mantinha estrutura de inteligência

O delegado Paulo Brambilla, responsável pelo caso, afirmou que a organização criminosa atuava com uma estrutura semelhante a um setor de inteligência, monitorando pessoas consideradas suspeitas antes de decidir pelas chamadas punições internas.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos na morte de Leandro Perboni e esclarecer como foi tomada a decisão que resultou na execução do tatuador.

A Polícia Civil também apura se outras pessoas participaram do monitoramento da vítima e da organização do chamado “tribunal do crime”.

Acesse o canal BNTV no Youtube

Leia mais no Bacci Notícias:

Vídeos curtos

Mais lidas