A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (11) que Jair Bolsonaro cometeu todos os crimes atribuídos a ele pela Procuradoria-Geral da República no caso da suposta trama golpista.
Com seu voto, o placar chegou a 3 a 1, formando maioria pela condenação do ex-presidente e de outros sete réus.
Antes dela, Alexandre de Moraes e Flávio Dino haviam votado pela condenação de todos, enquanto Luiz Fux defendeu a absolvição de Bolsonaro e parte dos acusados.
O julgamento, que apura crimes como golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, será concluído na sexta-feira (12).
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta quinta (11) que o ex-presidente Jair Bolsonaro cometeu todos os crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no processo sobre a suposta trama golpista.
Com seu voto, a Corte formou maioria para condenar Bolsonaro e outros sete acusados.
“Tenho como comprovado pela Procuradoria-Geral da República que Bolsonaro praticou os crimes imputados a ele na condição de líder da organização criminosa. Ele não foi tragado para essa insurgência, ele é o causador”, disse a ministra, destacando o volume de provas que indicariam planos de ruptura institucional.
O julgamento
O relator Alexandre de Moraes já havia votado pela condenação de todos os réus, apresentando um relatório de cerca de cinco horas e quase 70 slides.
Flávio Dino acompanhou Moraes. Luiz Fux, por sua vez, defendeu a condenação apenas de Mauro Cid e Walter Braga Netto, absolvendo Bolsonaro e os demais.
Com os votos de Cármen Lúcia e de Cristiano Zanin, o placar chegou a 4 a 1 pela condenação do ex-presidente.
As acusações
Bolsonaro e os outros réus respondem por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e ameaça grave (exceto Alexandre Ramagem) e deterioração de patrimônio tombado (também com exceção de Ramagem).
Continuação do julgamento
O julgamento prossegue nesta quinta e na sexta-feira (12), quando o STF deve concluir a análise do caso.
