Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a terapeuta Gabriela Martins Santos Moura (31), deixa uma clínica de fertilização na zona sul de São Paulo após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante um procedimento de coleta de óvulos.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a terapeuta Gabriela Martins Santos Moura (31), deixa uma clínica de fertilização na zona sul de São Paulo após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante um procedimento de coleta de óvulos.
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Gabriela Martins Santos Moura. (Reprodução / redes sociais)
Segundo registros obtidos pelo portal, Gabriela aparece intubada e acompanhada por equipes médicas logo após sair da sala onde ocorreu o procedimento, realizado em uma clínica localizada no bairro Indianópolis. A terapeuta passou quase uma semana internada e morreu em 24 de fevereiro no Hospital Sírio-Libanês, após ter complicações graves decorrentes do atendimento.
Marido questiona conduta médica
O marido da vítima, o médico-cirurgião Samuel Ricardo Batista Moura, afirmou em depoimento à polícia que profissionais da clínica demoraram para perceber que Gabriela estava em parada cardiorrespiratória.
Ele aponta possíveis falhas no atendimento anestésico conduzido pelo médico Néstor Daniel Turner (70), e sustenta que a morte da esposa “poderia ter sido evitada”. De acordo com o prontuário médico anexado à investigação, Gabriela apresentou queda na saturação de oxigênio, broncoespasmo e, na sequência, sofreu uma parada cardíaca durante a coleta de óvulos.
O anestesista declarou às autoridades que a paciente estava estável no início do procedimento e afirmou que a equipe adotou todas as medidas necessárias após a piora clínica, incluindo intubação, ventilação mecânica, administração de adrenalina e manobras de ressuscitação.
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Família cobra conclusão do laudo
Representada pelo advogado Yuri Felix, a família cobra respostas sobre o caso e questiona a demora na conclusão do laudo do Instituto Médico-Legal (IML), responsável por apontar oficialmente a causa da morte.
Nos documentos anexados ao processo, a responsável pela estrutura do tratamento aparece como a Genics Clínica Reprodutiva e Genômica Ltda.. O contrato do procedimento de fertilização in vitro havia sido assinado apenas oito dias antes da morte de Gabriela.
Em nota, a clínica afirmou que possui todas as licenças e certificações exigidas e declarou que o procedimento seguiu protocolos técnicos alinhados às normas nacionais e internacionais.
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