Testemunha relatou à CNN Brasil que a jovem filmava o próprio salto no momento do acidente. Segundo o depoimento, o serviço de rope jump incluía gravação e custava R$ 290. O caso é investigado pela Polícia Civil e já resultou em prisões em Limeira (SP).

Maria Eduarda (Reprodução/Redes Sociais)
Maria Eduarda (Reprodução/Redes Sociais)

A jovem de 21 anos que morreu durante uma atividade de rope jump na Trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), teria registrado em vídeo o momento em que foi lançada sem equipamento de segurança de uma altura de cerca de 35 metros. O relato foi feito por uma testemunha à CNN Brasil.

Segundo Nayra Freitas, auxiliar contábil que estava no local acompanhando o noivo, que também participaria do salto, a atividade custava R$ 290 e incluía a gravação da experiência com uma câmera fornecida pela própria empresa responsável pelo serviço. De acordo com ela, a vítima segurava o equipamento no momento da queda.

Nas imagens registradas no local por participantes, é possível ouvir pessoas gritando ao perceber que a jovem teria sido lançada sem a corda de segurança. A testemunha classificou o episódio como falha grave da equipe.

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“Foi uma irresponsabilidade da equipe. Não checaram a corda. Não foi simplesmente um acidente. Foi o básico”, afirmou Nayra em entrevista à CNN Brasil.

Ela relatou ainda que acompanhou outros saltos antes do acidente e afirmou que os procedimentos de verificação eram realizados normalmente até o momento da falha envolvendo a vítima. Segundo o depoimento, o procedimento teria sido ignorado no salto da jovem.

Assista ao vídeo da tragédia

A testemunha também afirmou que instrutores ficaram parados após perceberem o erro e, em seguida, tentaram deixar o local, mas já havia atendimento das equipes de segurança e emergência.

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Mais detalhes da tragédia em Limeira

De acordo com o relato, a empresa responsável pela atividade seria a Entre Cordas, que mantinha mais de 80 mil seguidores em uma rede social, posteriormente desativada após o caso. Um grupo de mensagens usado para organização da atividade também teria sido bloqueado.

A ocorrência é investigada pela Polícia Civil. Segundo a Polícia Militar, equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas e realizaram tentativas de reanimação, mas a morte foi confirmada ainda no local por politraumatismo. Até o momento, seis pessoas foram conduzidas à delegacia, sendo três delas detidas.

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