Novas tecnologias têm ajudado pacientes a superarem quadros causados por Acidente Vascular Cerebral (AVC). Em São Paulo, pacientes de AVCs contam com a ajuda da robótica em dinâmicas que ajudam na reabilitação.
Novas tecnologias têm ajudado pacientes a superarem quadros causados por Acidente Vascular Cerebral (AVC). Em São Paulo, pacientes de AVCs contam com a ajuda da robótica em dinâmicas que ajudam na reabilitação.

Reprodução / Divulgação (Renato Pinheiro/PrefSP)
As estratégias terapêuticas são utilizadas nos Centros Especializados de Reabilitação (CERs) da Prefeitura de São Paulo, que adotam mecanismos similares a jogos de videogame para a recuperação de movimentos. Os pacientes utilizam uma tela que exibe ações interativas inspiradas em atividades do dia a dia, como arremessar bola, pescar ou até mesmo servir refeições.
Os movimentos são acompanhados em tempo real e o sistema permite a análise dos dados registrados, que incluem força, velocidade e precisão.
Retomada
As estratégias adotadas são reflexos da demanda crescente por cuidados desse tipo. Para a dona de casa Diana Gomes de Souza (47), a ferramenta tem auxiliado de forma considerável em ações corriqueiras como até mesmo se coçar.
“Já até voltei a cozinhar e me coçar sozinha. Isso me dá mais esperança”, afirma. Diana sofreu um AVC em setembro de 2024 e está há cerca de um ano na terapia robótica.
De acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde, houve um aumento de 74% entre 2021 e 2025, saltando de mais de 10,1 mil pessoas atendidas para mais de 17,6 mil no ano passado. Uma das ferramentas que têm auxiliado na recuperação dos pacientes é o ARM, Assistive Rehabilitation Machine, tecnologia brasileira que auxilia na recuperação dos movimentos de membros superiores.
O frentista Murilo da Silva Santos (37), também comemora o novo tratamento. Ele sofreu um AVC em dezembro de 2024 e está há cerca de um ano passando pela terapia robótica.
“Quando cheguei no CER, achei que era só um videogame. Hoje, minha opinião é outra: o robô ajuda bastante e eu já até tomo banho e escovo o dente sozinho”, comemora.
Para a terapeuta ocupacional Viviane Barreto Sales, do CER IV Milton Aldred, localizado no Grajaú, o diferencial é a capacidade de personalização do tratamento para cada paciente, com base na avaliação e na evolução.
“O interessante do robô é a possibilidade de fazer uma avaliação inicial, verificando o quanto o paciente tem de força e precisão do movimento, para determinarmos o nível de suporte a ser oferecido na terapia”, detalha.
Prevenção
Os profissionais destacam, entretanto, que o novo tratamento funciona como complemento aos demais cuidados, como fisioterapia, fonoaudiologia e neuropsicologia, conforme a necessidade de cada paciente, e alertam para a prevenção.
”Os casos de AVC têm ocorrido em idades cada vez mais jovens, reflexo de um estilo de vida marcado por estresse, má alimentação, sedentarismo e outros fatores de risco”, aponta Viviane Barreto.
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