O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o país pode conduzir sozinho a ofensiva contra o Irã, sem depender do apoio de aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A fala ocorre após países europeus e asiáticos recusarem o envio de forças militares ao Estreito de Ormuz, uma região estratégica para o comércio global de petróleo.

Donald Trump (Reprodução/Redes Sociais)
Donald Trump (Reprodução/Redes Sociais)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (17) que o país não depende do apoio de aliados internacionais na atual ofensiva contra o Irã. A manifestação foi publicada em sua rede social, a Truth Social, após nações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e parceiros da Ásia recusarem o envio de embarcações militares para o estratégico Estreito de Ormuz.

Na publicação, Trump destacou que os avanços militares dos Estados Unidos tornam desnecessária a participação de outros países no conflito. Segundo ele, a capacidade bélica norte-americana é suficiente para conduzir as operações sem suporte externo, reforçando a posição de autonomia do país no cenário internacional.

Presidente critica falta de apoio

Apesar de afirmar que diversos membros da Otan demonstraram concordância com a ação contra o Irã, o presidente ressaltou que há resistência em participar diretamente das operações militares. Para Trump, essa postura evidencia um desequilíbrio na aliança, já que, na visão dele, os Estados Unidos assumem a maior parte dos custos e responsabilidades na defesa conjunta.

O líder norte-americano também voltou a criticar o funcionamento da Otan, classificando a relação como desigual. “Os Estados Unidos foram informados pela maioria de nossos ‘aliados’ da Otan de que eles não querem se envolver em nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã, no Oriente Médio”, disse.

As declarações ocorrem em meio à crescente tensão no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, ponto-chave para o transporte global de petróleo e foco de disputas geopolíticas envolvendo o Irã e potências ocidentais.

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