Em meio ao aumento da tensão entre Venezuela e Estados Unidos, o governo venezuelano tem investido em diferentes estratégias para um eventual confronto militar.

Imagem: Wirestock / Freepik
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Em meio ao aumento da tensão entre Venezuela e Estados Unidos, o governo venezuelano tem investido em diferentes estratégias para um eventual confronto militar. Uma delas envolve o uso de curare, substância paralisante tradicionalmente utilizada por povos indígenas da região amazônica.

O alerta foi feito pelo Ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, durante um congresso realizado em Caracas neste mês. Em seu discurso, ele citou explicitamente o veneno ao comentar possíveis respostas a ataques norte-americanos.

O curare é obtido a partir de plantas tropicais e historicamente aplicado em pontas de flechas e dardos usados em práticas de caça e guerra indígena. Sua ação paralisa músculos voluntários e pode levar à asfixia ao comprometer a musculatura respiratória.

Treinamento de milícias

De acordo com informações da colunista Sandra Cohen, militantes alinhados ao governo de Nicolás Maduro devem receber treinamento de brigadas compostas por milícias indígenas. A preparação teria como objetivo transmitir técnicas de manuseio de arcos, flechas e do próprio veneno, caso o país entre em um conflito armado de maior escala.

Essa frente de treinamento faz parte de um conjunto mais amplo de ações adotadas pelo governo venezuelano em resposta ao aumento das pressões internacionais e ao deslocamento de equipamentos militares dos Estados Unidos para áreas próximas à costa do país.

Maduro fala em paz, mas reforça mobilização

Apesar da movimentação militar e de pedidos recentes de apoio a países aliados, Maduro adotou um tom moderado em discurso televisionado na segunda-feira (17). O presidente defendeu que sua prioridade é evitar a guerra e disse que o caminho desejado pelo governo é o diálogo.

Do lado norte-americano, Donald Trump também afirmou estar disposto a conversar com Maduro. Mesmo assim, o governo dos Estados Unidos enviou seu maior porta-aviões para águas próximas à Venezuela e manteve operações de ataque contra embarcações que classificou como ligadas ao narcotráfico.

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