A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária, por 30 dias, de três pessoas suspeitas de envolvimento na morte do advogado Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco. O crime, classificado como latrocínio, roubo seguido de morte, ocorreu na madrugada do dia 1º de outubro de 2025, na Rua Itambé, bairro de Higienópolis, São Paulo, após a vítima ser abordada e sofrer uma queda fatal.
A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária, por 30 dias, de três pessoas suspeitas de envolvimento na morte do advogado Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco. O crime, classificado como latrocínio, roubo seguido de morte, ocorreu na madrugada do dia 1º de outubro de 2025, na Rua Itambé, bairro de Higienópolis, São Paulo, após a vítima ser abordada e sofrer uma queda fatal.
Os detidos são Lucas Bras dos Santos, Ana Paula Teixeira Pinto de Jesus e José Lucas Domigo Alves.
O que mostram as provas
A decisão judicial foi baseada nos “fortes elementos investigativos”, com destaque para as imagens das câmeras de segurança (CFTV) e os depoimentos dos próprios suspeitos.
As imagens confirmam a dinâmica do assalto: a vítima foi abordada por Lucas e Ana Paula, que entraram em luta corporal. A queda violenta de Luiz Fernando, que bateu a nuca no chão e veio a óbito, foi o ponto central. Em seguida, o casal roubou os pertences, incluindo um celular e um relógio Rolex.
Depoimentos de testemunhas: Um segurança que passava pelo local relatou ter visto o casal derrubar a vítima no chão, pegar seus objetos e fugir. Outros vizinhos e transeuntes confirmaram a dinâmica do roubo e descreveram a movimentação suspeita do grupo, corroborando o registro das câmeras.
Versões inconsistentes sobre a agressão
Embora os três tenham confessado a participação no roubo, em depoimento ao qual o BacciNotícias teve acesso, as versões sobre quem causou a queda fatal são divergentes, o que justifica a prisão temporária para aprofundamento das investigações:
- Ana Paula admitiu ter desferido um chute na perna da vítima, e que Lucas deu um “provável empurrão” que causou a queda. Ela confirmou ter pegado o relógio.
- Lucas Bras negou qualquer agressão, afirmando que a vítima apenas “começou a cair em cima dele”. Em uma contradição com as outras provas, Lucas ainda tentou isentar Ana Paula da subtração.
- José Lucas tentou se afastar da cena da queda, alegando ter fugido com um quarto indivíduo, “William”, antes do confronto, mas confirmou que Lucas e Ana Paula retornaram logo depois exibindo o celular e o relógio roubados.
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Os objetos roubados incluíam um celular iPhone 8 preto e um relógio Rolex de metal com fundo verde, avaliado em R$ 94.000,00. Os suspeitos também detalharam a divisão dos objetos: Lucas e Ana Paula ficaram com os itens inicialmente, enquanto José Lucas e William, outro participante, receberam os objetos posteriormente para venda.
A prisão temporária, de 30 dias, é considerada imprescindível pela Justiça para garantir o andamento do inquérito policial e realizar diligências, como o reconhecimento pessoal dos suspeitos. O crime é tratado como hediondo e os presos deverão passar por exame de corpo de delito no início e no final do período de detenção.
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