Janja Lula da Silva foi criticada após discurso na COP30, em Belém, no qual apresentou dados incorretos sobre a Amazônia. Ela superestimou a população e o número de povos indígenas, e ambientalistas apontaram uso político do evento e falta de precisão técnica.

Foto: reprodução/Fábio Vieira/Metrópoles
Foto: reprodução/Fábio Vieira/Metrópoles

Durante participação em um evento paralelo da COP30, em Belém (PA), a primeira-dama Janja Lula da Silva fez um discurso simbólico sobre a Amazônia, mas com diversas imprecisões. Ela afirmou que a região seria o “coração do planeta”, com “quase 50 milhões de habitantes”, “400 povos indígenas” e “mais de 300 idiomas” — números que divergem dos dados oficiais.

Segundo o IBGE (2024), a Amazônia Legal abriga cerca de 30,1 milhões de habitantes, e não 50 milhões. Já o Censo 2022 contabiliza 305 etnias indígenas e 274 línguas em todo o território brasileiro, não apenas na região amazônica.

O discurso de Janja ocorreu em tom festivo e foi alvo de críticas de especialistas e ambientalistas, que apontaram uso político e falta de rigor técnico. Para analistas, o evento, que deveria destacar políticas ambientais e de preservação, acabou sendo transformado em ato de exaltação ao governo.

Durante sua fala, a primeira-dama também defendeu pautas de gênero e inclusão, pedindo maior participação feminina nas decisões ambientais. No entanto, os erros nos dados acabaram ofuscando a mensagem principal, e o vídeo do discurso viralizou nas redes sociais, levantando debates sobre o uso político da imagem do governo na conferência.

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