Um adolescente de 16 anos esfaqueou dois colegas dentro de uma escola estadual em Rondonópolis após afirmar que sofria ofensas constantes da principal vítima, uma menina de 13 anos, que o chamaria de “palito” e “esqueleto”. A jovem levou três facadas, passou por cirurgia e permanece internada em estado estável. Outro aluno, de 15 anos, ficou ferido ao tentar defendê-la. A Polícia Civil confirmou que o ataque foi premeditado: o menor havia planejado cometer o crime durante um evento de Halloween, mas antecipou a ação. Ele foi apreendido em flagrante e aguarda vaga no sistema Socioeducativo, enquanto o caso segue sendo investigado pela DHPP.
Um adolescente de 16 anos esfaqueou dois colegas dentro da Escola Estadual Domingos Aparecido dos Santos, no Conjunto São José 2, em Rondonópolis, após alegar que sofria ofensas constantes da principal vítima, uma menina de 13 anos. Ao prestar depoimento à Polícia Civil, o jovem afirmou que era chamado diariamente de “magrelo”, “palito” e “esqueleto”, o que o deixava constrangido diante dos demais estudantes.
A menina de 13 anos levou três facadas, sendo atingida no tórax, e precisou passar por cirurgia para a colocação de um dreno no pulmão. Ela permanece internada no Hospital Regional, em estado estável e sob observação da equipe médica, acompanhada pela família. Outro adolescente, de 15 anos, também ficou ferido ao tentar impedir a agressão e sofreu cortes nas mãos.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) confirmou que o ato infracional foi premeditado. Segundo a investigação, o agressor planejava realizar o ataque durante a comemoração de Halloween marcada para o dia 11 de novembro, mas decidiu antecipar a ação para 10 de novembro. O adolescente utilizou um canivete, apreendido no local, e mantinha um caderno com anotações detalhando o ataque.
Detido em flagrante, o menor permanece na delegacia aguardando vaga no sistema Socioeducativo. Caso a transferência não ocorra em até cinco dias, ele poderá ser liberado. O caso será encaminhado à Vara da Infância e Juventude.
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e analisando imagens das câmeras de segurança da escola para esclarecer todos os detalhes do episódio.