Um vídeo gravado três meses antes da morte de Maria Eduarda revela que um menino menor de idade já havia ficado ferido em um salto da equipe ‘Entre Cordas’ na Ponte do Esqueleto, em Limeira. O pai da criança depôs dizendo que o filho raspou no chão após ser liberado antes da hora. O grupo é o mesmo investigado pela tragédia de junho, que resultou no indiciamento da líder Evelyne Gonçalves e na prisão preventiva de outros três integrantes.

 Foto: Reprodução.
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Três meses antes de a jovem Maria Eduarda, de 21 anos, perder a vida após ser lançada sem corda de uma altura de 40 metros durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no dia 13 de junho, um menino menor de idade ficou ferido durante um salto.

O acidente aconteceu com a equipe ‘Entre Cordas’, o mesmo grupo responsável pela morte de Maria Eduarda. Imagens feitas por um instrutor mostram o momento em que a criança aparece caída ao fundo, logo após o salto.

(Foto: Reprodução)

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Acidente de rope jump com o menor

De acordo com testemunhas que presenciaram o acidente com a criança, que não teve nome e nem idade revelados, a atenção só foi chamada após gritos vindos do local.

O pai do menino prestou depoimento à Polícia Civil, relatando que o filho sofreu escoriações no joelho ao raspar no chão, mas sem impacto grave na cabeça.

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O menor teria realizado movimentos pendulares, sendo liberado da corda de forma antecipada por um dos integrantes da equipe, antes da completa estabilização. Por conta disso, veio a raspar o corpo no chão. Ele afirmou que não recebeu orientação da equipe para esconder o ocorrido e que decidiu parar de participar das atividades após o susto.

Andamento das investigações

A equipe Entre Cordas é investigada pela morte de Maria Eduarda, lançada sem cordas durante um salto. Na ocasião, Evelyne dos Santos Gonçalves, considerada líder do grupo, estava entre os envolvidos.

Nesta quarta-feira (1º), Evelyne foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual. Ela estava presa desde 20 de junho, sete dias após a morte da jovem. Dois outros integrantes, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, tiveram as prisões revogadas e não foram indiciados.

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Outros três membros da Entre Cordas – Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves – foram presos em flagrante e seguem detidos preventivamente. Eles respondem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.

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