Uma mulher de 61 anos foi detida durante um protesto contra Donald Trump em Fairhope, no Alabama, enquanto usava uma fantasia inflável em formato de pênis e segurava um cartaz com a frase “No dick-tator” (“Sem ditador”). A prisão, que aconteceu em 18 de outubro de 2024, ganhou repercussão nesta semana após imagens da câmera corporal de um policial serem divulgadas pela imprensa americana.

Aos 61 anos, manifestante é presa por traje satírico em ato contra Trump. Foto: Reprodução / polícia do Alabama.
Aos 61 anos, manifestante é presa por traje satírico em ato contra Trump. Foto: Reprodução / polícia do Alabama.

Uma mulher de 61 anos foi detida durante um protesto contra Donald Trump em Fairhope, no Alabama, enquanto usava uma fantasia inflável em formato de pênis e segurava um cartaz com a frase “No dick-tator” (um trocadilho para sem ditador). A prisão, que aconteceu em 18 de outubro de 2024, ganhou repercussão nesta semana após imagens da câmera corporal de um policial serem divulgadas pela imprensa americana.

No vídeo, o agente Andrew Babb afirma que a fantasia “não seria aceita em uma cidade com valores familiares”. Logo depois, ele puxa o traje por trás e derruba a idosa, identificada como Renea Gamble, no chão. Outros policiais aparecem em seguida para algemá-la, enquanto pessoas que participavam do protesto reclamam da ação e afirmam que ela “não estava fazendo nada de errado”.

Confira o vídeo:

A mulher foi acusada de conduta desordeira e resistência à prisão. Segundo o policial, o traje era “abusivo” e poderia causar preocupação sobre “o que as crianças veriam”.

Defesa diz que prisão foi censura

Os advogados de Renea contestam todas as acusações. Eles afirmam que ela apenas estava exercendo o direito de liberdade de expressão, garantido pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. Segundo a defesa, a fantasia fazia parte de uma crítica política, não de um ato obsceno.

“A ideia de que uma avó de 61 anos vestida de pênis inflável representava algum tipo de ameaça é absurda”, disseram em nota. Eles pedem que o caso seja arquivado e acusam o policial de agir por puro moralismo.

O julgamento da idosa foi marcado para 6 de janeiro de 2026, no Tribunal Municipal de Fairhope.

A prefeitura informou que não irá comentar o caso porque o processo ainda está em andamento.

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