O caso de Suelen Cristina Cordeiro, morta pelo companheiro Anderson José da Fonseca em Guarapuava, no Paraná, ganhou novos detalhes após imagens de câmeras de segurança mostrarem a tentativa desesperada de vizinhos em tentar socorrer a vítima. Segundo a investigação, moradores ouviram pedidos de ajuda, mas não conseguiram entrar na residência, que estava trancada. O homem foi indiciado por feminicídio após a conclusão do inquérito.

Suelen Cristina Cordeiro  (Foto: reprodução)
Suelen Cristina Cordeiro (Foto: reprodução)

Imagens registradas por câmeras de segurança revelaram momentos de tensão envolvendo vizinhos que tentaram impedir a morte de Suelen Cristina Cordeiro, de  31 anos, em Guarapuava, na região central do Paraná.

Suelen Cristina Cordeiro (Foto: reprodução)

O caso aconteceu na noite de 27 de junho e terminou com o companheiro da vítima, Anderson José da Fonseca, sendo indiciado por feminicídio após a conclusão do inquérito policial.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o casal havia sido visto em um bar pouco antes do crime, em uma situação aparentemente tranquila. Cerca de uma hora depois, os dois foram para a residência onde moravam, e uma discussão teria começado no local.

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Câmeras registram desespero de vizinhos

Moradores próximos relataram ter ouvido gritos e pedidos de ajuda, o que fez com que fossem até a casa para tentar socorrer Suelen. No entanto, ao chegarem ao imóvel, encontraram as entradas bloqueadas, impedindo a intervenção.

Segundo a apuração policial, durante o intervalo em que os vizinhos tentavam acessar a residência, Anderson teria atacado a companheira com golpes de faca. A perícia apontou que a vítima sofreu 28 perfurações antes de morrer.

“Deduzimos que essas agressões tenham durado pelo menos seis minutos no interior da residência, de portas fechadas, enquanto testemunhas tentavam a todo tempo acessar a residência, já sabendo que estava acontecendo ali uma agressão bastante grave”, explica a delegada Ana Hass de Miranda.

Suspeito teria deixado a residência com a faca

As imagens registradas por câmeras de segurança também fazem parte da investigação. Segundo a apuração policial, após o ataque, o homem teria deixado a residência carregando uma faca, apontada pelas autoridades como o objeto utilizado no feminicídio.

Na sequência, ele teria retornado ao imóvel, entrado em discussão com pessoas que tentavam ajudar a vítima e deixado o local, que permaneceu fechado.

Registros obtidos em um estabelecimento comercial indicam ainda que Anderson voltou ao bar após o crime. Conforme as informações da polícia, ele foi encontrado no local e preso.

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 Defesa do suspeito se pronuncia

Nota enviada pelas advogadas Andreia Farias e Rosangela Gomiero, que atuam na defesa de Anderson José da Fonseca:

“Inicialmente, expressamos nosso mais sincero respeito e solidariedade aos familiares e amigos da vítima, Suelen, cientes do momento de imensa dor e da natural comoção que o caso desperta na comunidade local.
Cumpre destacar que a investigação encontra-se em estágio absolutamente embrionário. Qualquer juízo de valor ou conclusão precipitada neste momento é prematuro e pode comprometer a busca pela verdade real.
Como defensoras dos direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal, atuaremos de forma técnica, ética e rigorosa. Reiteramos que, no ordenamento jurídico brasileiro, independentemente da gravidade do fato ou de quem seja a pessoa investigada, todos merecem e têm direito a um processo justo. É por meio do estrito cumprimento do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa que se assegura a aplicação de uma justiça legítima, técnica e isenta de paixões externas.
Nosso compromisso primordial é com a justiça e com a legalidade.
Colaboraremos com as autoridades competentes no que for estritamente necessário para que a dinâmica dos fatos seja integralmente esclarecida e individualizada, rechaçando qualquer excesso acusatório baseado unicamente no clamor social.
A defesa técnica informa que apenas se manifestará sobre o mérito das acusações e a motivação após o acesso integral aos autos do inquérito policial, aos laudos da Polícia Científica e aos depoimentos formais colhidos pela autoridade policial”.

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