A Índia voltou a acender o alerta sanitário após a identificação de um novo surto suspeito do vírus Nipah. De acordo com o boletim epidemiológico do Programa de Emergências de Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Sudeste Asiático, dois casos suspeitos foram registrados no dia 12 de janeiro, no estado de Bengala Ocidental.

Foto: reprodução/Freepik
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A Índia voltou a acender o alerta sanitário após a identificação de um novo surto suspeito do vírus Nipah. De acordo com o boletim epidemiológico do Programa de Emergências de Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Sudeste Asiático, dois casos suspeitos foram registrados no dia 12 de janeiro, no estado de Bengala Ocidental.

Os pacientes são profissionais da área da saúde e permanecem sob observação constante de equipes médicas especializadas. As autoridades locais acompanham a situação para evitar a disseminação da doença.

Descoberto em 1999, o vírus Nipah circula principalmente em países da Ásia e é considerado uma ameaça por seu potencial de causar surtos graves.

Como o vírus Nipah é transmitido

A principal forma de transmissão do vírus Nipah ocorre a partir de animais para humanos. Os morcegos frugívoros são os reservatórios naturais do vírus e podem contaminá-lo ao entrar em contato com alimentos.

Durante a alimentação, esses animais podem deixar secreções em frutas ou na seiva de palmeiras. Quando esses produtos são consumidos crus ou sem higienização adequada, o risco de infecção aumenta.

Por esse motivo, o Nipah é classificado como uma zoonose, ou seja, uma doença que passa de animais para humanos.

Contágio entre pessoas é raro, mas possível

Embora menos comum, a transmissão entre humanos pode ocorrer, especialmente em situações de contato próximo. Isso inclui ambientes familiares e unidades de saúde.

O contágio acontece por meio de gotículas respiratórias liberadas ao falar, tossir, espirrar ou respirar. Como essas partículas têm alcance curto, geralmente até um metro, o risco aumenta quando há proximidade prolongada com pessoas infectadas.

Doença grave e sem tratamento específico

A Organização Mundial da Saúde considera o vírus Nipah prioritário devido ao seu alto potencial de impacto na saúde pública. Atualmente, não existe vacina nem medicamento específico para combater a infecção.

O tratamento é voltado apenas para aliviar os sintomas. A doença pode provocar quadros respiratórios graves e, em casos mais severos, causar encefalite, uma inflamação no cérebro que pode levar à morte.

As autoridades de saúde seguem monitorando os casos e reforçam medidas de prevenção para conter possíveis novos surtos.

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