Em entrevista exclusiva ao Bacci Notícias, em coprodução com o Alô Você, duas das vítimas do maníaco de Gongogi relataram nesta terça-feira (14) sobre o impacto de terem suas imagens divulgadas em sites de conteúdo adulto sem autorização.
Em entrevista exclusiva ao Bacci Notícias, em coprodução com o Alô Você, duas das vítimas do maníaco de Gongogi relataram nesta terça-feira (14) sobre o impacto de terem suas imagens divulgadas em sites de conteúdo adulto sem autorização.
Uma delas contou que apareceu em vídeos usando shorts e camiseta, mas que as cenas foram tiradas de contexto e publicadas com legendas difamatórias. Dias depois, recebeu o link que comprovava a gravação. “Eu sou uma mãe de família, sou mãe solteira e tenho um filho autista. Não sou puta que nem ele botou no vídeo. Vagabundo é ele que fez um vídeo desse porque não tem capacidade de pegar uma mulher. Espero que a Justiça seja feita”, afirmou.
Outra vítima disse ter tomado um grande susto ao ver imagens suas em um site pornô com milhares de visualizações. Segundo ela, o vídeo se espalhou pela cidade, região e até pelo país, pois o site do suspeito possui milhões de acessos.
Ela relatou que passou a ser assediada por outros homens na cidade e que agora teme sair na rua. “São vídeos, mensagens e legendas horríveis. Por sinal, não circula só a minha imagem, circula a de dezenas de mulheres aqui do município, a maioria casadas, comprometidas. Todas com boas índoles. Viola nossa imagem”, desabafou.
Assista:
Cerca de 20 mulheres podem ter sido vítimas do suspeito, que trabalhava como servidor público no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Gongogi, no sul da Bahia. O homem gravava mulheres sem consentimento e publicava os vídeos em sites adultos, utilizando títulos e legendas difamatórias. Até o momento, 12 vítimas já prestaram depoimento à polícia, relatando constrangimento público e abalo emocional.
O delegado Paulo de Tasso informou que o suspeito fugiu da cidade assim que tomou conhecimento da investigação. A Polícia Civil reforçou ainda o pedido para que outras possíveis vítimas compareçam à delegacia e formalizem a denúncia, fortalecendo o inquérito e garantindo que todos os envolvidos sejam responsabilizados.
O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil trabalha para identificar a extensão do esquema e responsabilizar o suspeito pelas práticas criminosas, que incluem difamação e violação da privacidade das vítimas.
