Vizinha das vítimas de estupro coletivo deu entrevista e comentou o caso envolvendo duas crianças, de 7 e 10 anos. Caso aconteceu em bairro na Zona Leste de São Paulo, em 21 de abril.

Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi preso na Bahia (Foto: Reprodução)
Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi preso na Bahia (Foto: Reprodução)

O adulto suspeito de participação no estupro contra duas crianças, de 7 e 10 anos, em São Paulo, no dia 21 de abril, foi transferido da Bahia para a capital paulista nesta terça-feira (5).

Vizinha repudiou estupro coletivo contra crianças (Foto: Reprodução)

Vizinha repudiou estupro coletivo contra crianças (Foto: Reprodução)

Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi recebido sob xingamentos de populares no 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí. O homem é investigado por ter filmado os atos libidinosos praticados por quatro adolescentes contra as vítimas.

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Suspeitos de estupro

O caso aconteceu no bairro União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, e causou revolta na população local, que marcou presença no 63º DP durante a chegada de Alessandro.

Daniela Aparecida, que é balconista e moradora do bairro onde tudo aconteceu, expressou revolta com a situação. “A gente não queria lá dentro, se fosse por nós, eles tinham que estar aqui fora, isso aí vai ser pouco pra eles”, começou.

Em seguida, ela defendeu que os cinco suspeitos envolvidos cumpram as penas devidas. “A revolta continua, não vai passar tão cedo, creio que pras mães também não vai passar. Agora vamos continuar aguardando e ver como serão as próximas etapas, pra onde ele (Alessandro) vai”, completou.

Estupro coletivo envolveu cinco suspeitos e duas vítimas

Geraldo contou detalhes sobre a participação de cada um dos suspeitos. “Os quatro adolescentes realizaram atos de natureza sexual contra as crianças, que gritavam por socorro, pedindo para que se parasse. Além de tudo, o adulto divulgou a prática desse crime grave em rede de WhatsApp”, disse.

As apreensões dos adolescentes foram feitas em diferentes municípios paulistas: uma em Jundiaí, outras duas em São Paulo e a última, nesta segunda-feira, em Ermelino Matarazzo, distrito na Zona Leste da capital paulista.

Ainda segundo a investigação, tanto as vítimas quanto os suspeitos residiam em regiões próximas e se conheciam.

Investigação mobilizou força-tarefa

Equipes de polícia especializadas apoiaram o 63º DP durante as investigações. De acordo com os investigadores, a identificação dos suspeitos foi possível a partir da análise de imagens que circularam nas redes sociais, além de depoimentos e diligências em diferentes cidades.

O secretário de Segurança Pública em exercício, Osvaldo Nico Gonçalves, acompanhou de perto o caso e chegou a se reunir pessoalmente com policiais responsáveis pela investigação para acelerar os trabalhos.

Crime e repercussão

De acordo com a polícia, o crime ocorreu em um campo de futebol da região durante o feriado de Tiradentes. A denúncia foi formalizada dias depois, em razão do medo das famílias das vítimas.

Um dos pontos mais graves do caso é que o adulto suspeito de participação no crime tenha filmado e compartilhado as agressões, o que ampliou a repercussão e a indignação pública. Além das filmagens, o compartilhamento desse tipo de conteúdo também configura crime.

Vítimas seguem sob proteção

As duas crianças receberam acompanhamento especializado e estão sob proteção do poder público. Uma delas foi acolhida por um programa municipal, enquanto a outra permanece com familiares.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do crime, incluindo a possível disseminação das imagens e eventuais ameaças a familiares das vítimas.

Bacci Notícias teve acesso aos conteúdos, mas optou por não divulgá-los devido ao grau de crueldade contra as vítimas.

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