Assim que a polícia carioca prendeu preventivamente o policial penal, José Rodrigo da Silva Ferrarini, no último domingo, 31, acusado de atirar contra o motoboy, Valério Souza Júnior, a jornalista Patrícia Calderón teve acesso a prints das conversas entre os dois. Nas chamadas do pedido, um nome feminino, possivelmente da esposa do policial. As conversas registram o inicio e o fim do atendimento feito ao Ifood. Em um dos momentos, ao tentar elaborar um álibi, José Rodrigo entra no aplicativo, cancela o pedido e diz que não encontrou o entregador, o que a vítima desmente.

agente penal é conduzido pela polícia civil após atirar em motoboy
Assim que a polícia carioca prendeu preventivamente o policial penal, José Rodrigo da Silva Ferrarini, no último domingo, 31, acusado de atirar contra o motoboy, Valério Souza Júnior, a jornalista Patrícia Calderón teve acesso a prints das conversas entre os dois. Nas chamadas do pedido, um nome feminino, possivelmente da esposa do policial. As conversas registram o inicio e o fim do atendimento feito ao Ifood. Em um dos momentos, ao tentar elaborar um álibi, José Rodrigo entra no aplicativo, cancela o pedido e diz que não encontrou o entregador, o que a vítima desmente.

A troca de conversa entre cliente e entregador iniciou à 01h08 da manhã e foi até 01h59. Nesse meio tempo o cliente desce armado até a portaria e começa uma discussão entre os dois. O caso ganhou repercussão após a entregador ter colocado nas redes sociais, imagens do momento em que ele levou um tiro no pé. Nas imagens é possível ver o momento em que o policial saca uma arma e atira contra a vítima, que não estava armado e, segundo testemunhas, tentava encerrar uma briga.
“A minha ficha não tinha caido ainda sobre o tiro. Pensei em estancar o sangramento e passou um filme pela minha cabeaça. Pensei na minha esposa, meu filho, minha mãe, meu irmão, na minha moto, eu tinha certeza que dali eu não iria passar. A minha sorte é que os bombeiros chegaram muito rápido. A bala está alojada no meu pé. O médico disse que se a gente tirar essa bala pode dar ruim. Tem o estilhaço também, que está na junta do pé, que impede que eu faça movimentos com o pé”.
“Ele fugiu quando eu disse que morava no mesmo conjunto habitacional que ele. Aí ele meteu o pé. Eu fui entregar o pedido no conjunto habitacional que eu mesmo moro, eu mesmo digo no vídeo que sou morador, mas nunca tinha visto este cara por lá, moro aqui há 30 anos e nunca o vi por lá”.
“O mandado foi expedido neste domingo, menos de 24 horas após o ataque, para nossa defesa mostra o quão grave é a situação”, conta Thaís Loureiro, advogada do entregador.
