A ministra Cármen Lúcia proferiu seu voto no julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) e decidiu condenar os réus por organização criminosa. Com sua posição, a Primeira Turma do Supremo formou maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo crime.
A ministra Cármen Lúcia proferiu seu voto no julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) e decidiu condenar os réus por organização criminosa. Com sua posição, a Primeira Turma do Supremo formou maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo crime.
Voto decisivo e citação a Victor Hugo
Em seu voto, Cármen Lúcia usou uma citação do escritor francês Victor Hugo, conhecido por sua oposição a golpes de Estado, para reforçar seu ponto de vista.
“O mal feito para o bem continua sendo mal”, disse a ministra, citando o livro “História de um Crime”, de Hugo.
Ela destacou a importância de julgar o caso no ano que marca os 40 anos da redemocratização do Brasil e o aniversário da Constituição.
O voto de Cármen Lúcia é o quarto no julgamento. A ministra ainda ressaltou que “toda ação penal, especialmente a ação penal, impõe um julgamento justo.”
Avanço no julgamento
O julgamento da trama golpista já tinha maioria para condenar o tenente-coronel Mauro Cid e o ex-ministro da Casa Civil Braga Netto pelo crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, e Flávio Dino já haviam votado pela condenação de todos os réus. O ministro Luiz Fux divergiu parcialmente, propondo a absolvição parcial ou total para os réus. As penas ainda não foram definidas, mas a votação de Cármen Lúcia pode ser decisiva para o placar final em relação aos outros réus.
