O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) compartilhou um comentário fazendo críticas à decisão do STF, que nesta quinta-feira (11) formou maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por participação na trama golpista.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) compartilhou um comentário fazendo críticas à decisão do STF, que nesta quinta-feira (11) formou maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por participação na trama golpista.
Em sua conta no X, o parlamentar registrou não estar surpreso com a decisão da Primeira Turma do STF. “Saiu a confirmação do óbvio, mesmo com o ministro Fux apontando todas as falhas e vícios do relatório de Alexandre de Moraes. O STF rasgou a Constituição. A 1ª Turma, sem legitimidade para julgar Bolsonaro, escolheu interesses políticos acima da lei.”

Nikolas Ferreira reposta comentário sobre condenação de Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Um dia antes, na quarta-feira (10), o parlamentar elogiou o voto do ministro Luiz Fux, pela incompetência absoluta do Supremo para julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o pedido de anulação de todo o processo penal contra os acusados.
“Fala interessante agora do Fux: Já afirmou que nenhum dos réus tem prerrogativa de foro. Ou seja: ninguém era pra estar sendo julgado pelo STF. Começa bem, e muito bem o Fux”, publicou em sua conta no X.
Nikolas não é o primeiro a se manifestar após a condenação, marcada pelo voto da ministra Cármen Lúcia. Aliados e opositores do ex-presidente se pronunciaram após a decisão.
Maioria formada no STF
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria pela condenação de Jair Bolsonaro e mais sete acusados pelos crimes de organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O relator, ministro Alexandre de Moraes, foi o primeiro a votar pela condenação. Seu posicionamento recebeu o apoio dos ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia. Já o ministro Luiz Fux abriu divergência, manifestando-se pela absolvição do ex-presidente.
A etapa seguinte do julgamento, que define as penas, conhecida como dosimetria, está marcada para esta sexta-feira (12). As sanções devem ser aplicadas de acordo com o nível de envolvimento de cada um dos réus.
Além de Bolsonaro, também foram considerados culpados: Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-chefe do GSI), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens da Presidência), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice na chapa presidencial em 2022).
