Juliana Cristina Pinheiro dos Santos, a “Jhu do Pará”, e Eweline Passos Rodrigues (28), conhecida como “Diaba Loira”, teriam sido amigas. A ruptura teria ocorrido após Eweline deixar o Comando Vermelho (CV) para migrar para o Terceiro Comando Puro (TCP).

Diaba Loira (à esquerda) e Jhu do Pará (à direita). (Reprodução)
Diaba Loira (à esquerda) e Jhu do Pará (à direita). (Reprodução)

Juliana Cristina Pinheiro dos Santos, a “Jhu do Pará”, e Eweline Passos Rodrigues (28), conhecida como “Diaba Loira”, teriam sido amigas. A ruptura teria ocorrido após Eweline deixar o Comando Vermelho (CV) para migrar para o Terceiro Comando Puro (TCP).

Gestora do ‘marketing do crime’ do CV, Juliana foi presa na manhã desta segunda-feira (29), durante uma megaoperação integrada realizada entre as polícias do Rio de Janeiro e do Pará. No mês passado, ela teria feito publicações nas redes sociais contra a rival.

“Todos que trair (sic) a nossa família, o destino é esse”, declarou. “Loira vai queimar no inferno, vagabunda”, afirmou em outra publicação. As publicações teriam sido feitas após a morte de Diaba Loira, no mês passado.

Publicações no perfil de 'Jhu do Pará' mostram reação após morte de 'Diaba Loira'. Ela comemora a morte da ex-amiga: “Todos que trair a nossa família, o destino é esse" "Loira vai queimar no inferno, vagabunda”.

Publicações feitas no perfil de ‘Jhu do Pará’. (Reprodução / Estou On Pra Fofoca)

Megaoperação

A ação conjunta desta segunda-feira (29) envolveu forças policiais do Rio e do Pará, cumprindo 12 mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão em Gardênia Azul e Cidade de Deus, na zona oeste carioca. Moradores relataram tiroteios nas primeiras horas da operação.

Agentes apreenderam armas, sequestraram veículos usados como barricadas e alteraram itinerários de diversas linhas de ônibus. Juliana foi classificada como gerente da facção, atuando como elo entre as operações no Rio e no Pará. Ela mantinha presença nas redes sociais com fotos ostentando símbolos armamentistas do CV, em estratégia de fortalecimento de imagem.

Informações apontam que ela exercia “marketing do crime”, promovendo e reforçando a narrativa de eficiência e poder da organização.

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