A relação entre o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o presidente norte-americano, Donald Trump, segue conturbada. Na segunda-feira (29), o colombiano voltou a elevar o tom contra os Estados Unidos durante reunião de gabinete transmitida com bandeiras da Palestina ao fundo, Petro declarou que Trump “merece prisão” caso siga apoiando a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza.
A relação entre o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o presidente norte-americano, Donald Trump, segue conturbada. Na segunda-feira (29), o colombiano voltou a elevar o tom contra os Estados Unidos durante reunião de gabinete transmitida com bandeiras da Palestina ao fundo, Petro declarou que Trump “merece prisão” caso siga apoiando a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza.
“Se o Sr. Trump continuar sendo cúmplice de genocídio como é hoje, ele não merece nada além da prisão. E seu Exército não deveria obedecê-lo”, disse Petro.
O presidente também afirmou que Washington ignorou o direito internacional ao não prender o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante sua visita a Nova York. “O Estatuto de Roma descreve o que são crimes contra a humanidade ou crimes de guerra e, portanto, leva os responsáveis perante o TPI [Tribunal Penal Internacional]”, acusando Trump de se tornar cúmplice.
Plano de Paz e resposta de Petro
No mesmo dia, Trump apresentou um chamado “Plano de Paz para Gaza”, em encontro bilateral com Netanyahu. O documento reúne 20 pontos, incluindo a libertação de reféns em até 72 horas, a desmilitarização da Faixa de Gaza e a criação de um “Conselho da Paz” para governar provisoriamente o território.
A tensão entre os dois países cresceu após o Departamento de Estado americano revogar o visto de Petro, acusando-o de incitar soldados norte-americanos a “desobedecer ordens e praticar violência” durante manifestação pró-Palestina em Nova York.
No sábado (27), Petro reagiu:
“Trump está violando o direito internacional e não tem o direito de revogar o visto de ninguém que vá discursar nas Nações Unidas. Se ele se esqueceu disso, se não é informado ou se não lê, alguém deveria ler para ele”, provocou.
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